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Estado de Minas COMÉRCIO EM BH

Infectologistas do comitê COVID-19 sobre novo fechamento: 'Coração apertado'

Expressão foi usada pelo secretário municipal de Saúde e pelos especialistas voluntários que estudam medidas no combate à pandemia do coronavírus


postado em 26/06/2020 19:42 / atualizado em 26/06/2020 20:48

No primeiro anúncio de flexibilização, integrantes do Comitê COVID-19 também disseram que estavam de 'coração apertado'(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press)
No primeiro anúncio de flexibilização, integrantes do Comitê COVID-19 também disseram que estavam de 'coração apertado' (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press)

Os integrantes do Comitê de Enfrentamento à Epidemia da COVID-19 da Prefeitura de Belo Horizonte afirmaram que a decisão de fechar novamente o comércio da capital foi tomada “de coração apertado”. A expressão é a mesma utilizada pelos especialistas quando foi anunciado o avanço para a fase 1, em 22 de maio.

O infectologista Carlos Starling, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, ressaltou que a estratégia intermitente de abertura do comércio é a mais adequada. Indica ainda que será possível flexibilizar na medida em que as condições epidemiológicas melhorarem.

“Foi feita a tentativa de progressão, mas ficamos estabilizados por cautela e agora precisamos retornar. Estamos simplesmente cumprindo aquilo que foi planejado”, disse Starling.

Pressão econômica

O presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano, esclareceu que, desde o início da pandemia, o comitê pensou em uma lógica para que Belo Horizonte não passasse por uma “situação explosiva” como em outras cidades do mundo.

“Também fico extremamente triste de ter que retroceder com a flexibilização”, conta o médico, destacando o que o prefeito Alexandre Kalil já havia dito, de que não houve erro ao reabrir o comércio. “Avançamos, estabilizamos, voltamos a avançar e agora retornamos. Sempre com muita responsabilidade. Seria um erro se estivéssemos flexibilizando agora, quando os números estão muito altos”, explica.

O infectologista acredita que o grande número de pessoas do interior e o relaxamento natural de outras, já esgotadas emocionalmente com o isolamento, também contribuíram para a elevação de casos em BH. Segundo Estevão, há também a preocupação com a economia dos belo-horizontinos.

“Precisamos tornar a situação mais confortável, sem riscos para a população. Nos parece que essa estratégia é a melhor tanto no sentido de reduzir a perda de vidas quanto econômicas. Não é que não haja sofrimento nessa estratégia intermitente, mas foi a menos pior”, defende o infectologista.

“Temos uma grande preocupação com a situação socioeconômica. Passamos muitas noites sem dormir. Não existe falta de sensibilidade com isso. Da mesma forma que médicos entram em ação para salvar vidas, é hora de economistas encontrarem soluções para diminuir o sofrimento econômico”, afirmou.

Esperando pela vacina

O outro infectologista que pertence ao comitê, Unaí Tupinambás, que também é professor da Faculdade de Medicina da UFMG, reforçou que o retrocesso neste momento serve para, em breve, poder flexibilizar novamente.

“O ideal seria sair com uma vacina, enquanto isso será uma gangorra até em breve termos essa proteção”, disse Unaí Tupinambás.

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp



Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?



Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Vídeo explica porque você deve aprender a tossir



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Mitos e verdades sobre o vírus


Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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