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Estado de Minas PANDEMIA

UFMG inicia novo período letivo com 20% de ocupação em atividade presencial

Ocupação foi definida pelo número máximo servidores e estudantes que circulam em cada unidade; aulas que não exigem presença continuam on-line


17/05/2021 13:15 - atualizado 18/05/2021 12:49

Câmpus Pampulha da UFMG estava praticamente vazio nesta segunda-feira (17/5)(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Câmpus Pampulha da UFMG estava praticamente vazio nesta segunda-feira (17/5) (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) iniciou, nesta segunda-feira (17/5), mais um período letivo. Neste primeiro semestre de 2021, o centro acadêmico adotará a Etapa 1 do plano para retorno das atividades presenciais, em Belo Horizonte e Montes Claros. A flexibilização das medidas preventivas da COVID-19 nesta fase amplia o teto de ocupação dos espaços físicos para até no máximo 20%.

Cada estágio é definido pelo “número máximo de pessoas (servidores, estudantes e trabalhadores terceirizados) que circulam na unidade simultaneamente, representando um teto de ocupação para cada setor ou espaço físico”. Conforme a UFMG, o principal objetivo é diminuir o número de pessoas em circulação e garantir o distanciamento social para evitar a proliferação do vírus. 

A universidade explicou também que as aulas continuam de forma remota. Apenas algumas atividades que exigem presença no local, como laboratórios, práticas e residência médicas para estudantes de medicina poderão retornar gradativamente. Cada direção das unidades é quem avaliará, de acordo com as suas necessidades e em conformidade com os protocolos de segurança, o uso do ambiente presencial.
 
Apesar do avanço de estágio no plano, o centro acadêmico reforça que a prioridade é a vida das pessoas e relembra da importância das medidas de proteção contra o coronavírus. “Uso de máscaras em todos os ambientes, higiene frequente das mãos e a contraindicação absoluta de qualquer forma de aglomeração”. 

Para Diana Oliveira, de 20 anos, estudante de nutrição da UFMG, o metódo será essencial para melhor aproveitamento do aprendizado do seu curso. Segundo a universitária, o ensino remoto acaba prejudicando algumas aulas que precisam do aprendizado prático.

“Principalmente na área da saúde tem várias coisas que precisam ser feitas de forma presencial. Para que eu consiga aprender e lidar melhor com as matérias é importante que seja feito em sala. Por enquanto, pelas aulas on-line só dá para aprender as teorias das aulas práticas, como as de laboratório”, informou.

Diana iniciou a graduação por meio do ensino on-line. A ansiedade pelo primeiro contato com a sala de aula cresce, conforme os dias passam e a pandemia não dá sinal de retração no Brasil.

“Senti muita diferença. Já estamos acostumados a estudar em sala presencial com a companhia de pessoas. Falta aquela troca entre estudar com colegas para entender melhor algumas coisas.  Seria muitas experiências trocadas”, disse.

Como vai funcionar


O plano para retorno das aulas presenciais está em ação desde setembro de 2020 e trabalha em quatro etapas (0 a 3) de evolução. Em 12 de março deste ano, a UFMG havia voltado à "etapa 0”, menor nível, em razão do aumento dos casos da COVID-19 em Minas Gerais.

  • Etapa zero: as atividades presenciais ficam suspensas, e apenas as essenciais e de manutenção são mantidas
  • Etapa 1: o teto de ocupação é 20% e o critério de percentagem das equipes deverá ser combinado ao da viabilidade de distanciamento social
  • Etapa 2: limite do teto de ocupação sobe para 40%
  • Etapa 3: o retorno completo das atividades presenciais, que estará condicionado ao controle da pandemia ou à existência de vacina eficaz e disponível para ampla cobertura da população.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

[VIDEO4]

 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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