A ex-prefeita de Contagem e mais nova senadora eleita por Minas Gerais Marília Campos (PT) defendeu um diálogo aberto com o governador eleito no estado, Cleitinho Azevedo (Republicanos), mas garantiu que seu triunfo é apenas parcial: "A vitória será total se a gente conseguir reeleger o presidente Lula".

O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terminou o primeiro turno com 45,13% dos votos contra 47,08% de Flávio Bolsonaro (PL) - 99,88% das urnas apuradas - e vai concorrer no segundo turno à Presidência da República. O petista terá sua campanha acompanhada por Marília a partir de segunda-feira (5/10), na tentativa de chegar ao quarto mandato.

Marília conquistou a segunda cadeira do Senado com 3,9 milhões de votos, em uma disputa acirrada com o senador Carlos Viana (PSD), que tentava a reeleição e conquistou 3,5 milhões. A primeira cadeira foi conquistada pelo atual deputado federal Domingos Sávio (PL), com 4,96 milhões de votos.

Marília declarou que acompanhou a apuração com cautela e que esperou até o último momento para comemorar "porque (o cenário) estava muito apertado". Ela declarou que está "anestesiada" com o resultado, mas declarou que precisará se preparar para a tarefa.

Eleita pela primeira vez a um cargo federal, a petista afirmou que adotará uma postura do diálogo na Casa, em especial "com aqueles segmentos que são civilizados", da mesma forma que manteve quando ocupou cargos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e na Prefeitura de Contagem.

Segundo ela, parte do diálogo será com o governador eleito, alinhado à direita, mas que também dependerá da postura adotada pelo novo chefe do Executivo. "Vamos aguardar qual vai ser a postura dele. Minha postura é a que sempre tive, de ser ponte, porta-voz, me relacionar com os governos independentemente da coloração partidária. Isso é uma questão de respeitar o eleitor e Minas Gerais", defendeu.

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Para Marília, uma das questões a serem trabalhadas é um estudo para ampliação de medidas do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) para o pagamento da dívida do estado com a União, em um "grande pacto por Minas Gerais". "Quero ser uma pessoa que vai atuar muito pra gente viabilizar esse desafio", declarou.

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