Marília Campos é eleita senadora por Minas Gerais
Ex-prefeita de Contagem recebe mais de 3,7 milhões de votos e conquista uma das duas vagas do estado; a outra fica com Domingos Sávio (PL)
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A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) foi eleita senadora por Minas Gerais neste domingo (4/10). Com 94% das urnas apuradas, às 20h54, ela somava 3.734.713 votos, 19,33% dos válidos, e ficou em segundo lugar na disputa pelas duas cadeiras em jogo. A primeira vaga ficou com Domingos Sávio (PL), que teve 4.727.528 votos (24,47%). Na sequência vieram Carlos Viana (PSD), com 17,51%, e Áurea Carolina (Psol), com 13,01%. O mandato vai de fevereiro de 2027 a janeiro de 2035.
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Marília liderou numericamente todas as pesquisas da campanha, mas em empate técnico com Aécio Neves (PSDB), Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio. No Datafolha de 1º de outubro, tinha 13% no total das duas escolhas. Na primeira escolha, aparecia com 20%.
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Sobre Marília
Nascida em Ouro Branco, na região Central de Minas Gerais, Marília é formada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Trabalhou como bancária em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e entrou na política pelo movimento sindical e pela militância na Igreja, sendo filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 1980 e uma das fundadoras do partido e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na região.
Mudou-se para Contagem ao se casar com o também sindicalista José Prata de Araújo. Disputou a prefeitura pela primeira vez em 1996, foi eleita vereadora de Contagem em 2000 e deputada estadual em 2002. Foi a primeira mulher eleita como prefeita de Contagem, a maior cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e governou o município por quatro mandatos: de 2005 a 2012 e de 2021 a 2026. Renunciou em abril para disputar o Senado, depois de resistir à pressão do PT para que concorresse ao governo do estado.
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No início da corrida eleitoral, Marília havia declarado que disputar por uma das cadeiras disponíveis para Minas Gerais no Senado seria sua única opção durante as eleições. Na visão dela, os desafios de 2026 "exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas”. Em nota enviada à reportagem, sua equipe defendeu que sua atuação poderia ser uma base lulista no Senado, "um avanço na presença feminina nos altos cargos" em compromisso com responsabilidade política e diálogo.