O posicionamento político do senador e candidato ao Governo de Minas Gerais Cleitinho (Republicanos) foi questionado durante debate promovido pela TV Globo na noite dessa terça-feira (29/9).
Durante a dinâmica, Cleitinho afirmou que, apesar de ser de direita, iria governar para todos caso fosse eleito governador. “Eu posso ser de direita, mas meu coração é para todos e eu vou governar para todos vocês. Podem ter certeza. Eu sou o que mais luta aqui pra poder reduzir o custo de vida do seu cidadão”, afirmou o candidato, que argumentou que defende pautas como licenciamento e redução do IPVA e não entende “liberais” que o criticam.
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O também candidato Flávio Roscoe (PL) questionou Cleitinho sobre declarações anteriores em que teria afirmado que não era alinhado ao campo político da direita. De acordo com o presidente licenciado da Fiemg, os dois chegaram a discutir a possibilidade de construírem uma chapa conjunta, com o republicano como candidato a governador e Roscoe como vice, mas discordaram em temas como liberdade econômica, valorização da família e aborto.
Na visão do candidato do PL, Cleitinho tinha visões que não estavam alinhadas ao campo político que defende. Ele ainda se defendeu como um candidato da direita que “está com o PL numa união sem nenhuma aliança espúria”, que defende causas alinhadas à direita brasileira e que não tem nenhum acordo com partidos de centro para ceder a princípios pilares.
Na resposta, Cleitinho repetiu seu alinhamento político. “Eu sou de direita, mas meu coração é pra todos. E para governar, se vier a virar governador, você tem que governar para todos. Então não tem que ficar só batendo ‘eu sou de direita’, não. Eu sou, mas é minha obrigação servir todos”, defendeu.
Segundo ele, quando o cidadão se depara com questões de infraestrutura ou saúde, “ele não quer saber se é de esquerda ou direita não”. “Eu tenho obrigação de governar para todos e eu vou fazer isso”, concluiu.
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No início de abril, Cleitinho foi criticado por pessoas alinhadas à direita e considerado esquerdista por defender o fim da escala 6x1, uma vez que é um projeto do governo Lula (PT). Em resposta à notícia do Estado de Minas no Instagram, o senador afirmou estar “acima de esquerda ou direita”: “Eu sou humanista e acima de partidos políticos. Quero literalmente que todos se explodam, inclusive o meu. O meu partido é todo o povo brasileiro.”
