ELEIÇÕES 2026

Nikolas diz que demora de Cleitinho prejudicou articulações da direita

Deputado afirma que PL deu "todo o tempo" para senador decidir se disputaria o governo, mas partido acabou lançando Flávio Roscoe ao Palácio Tiradentes

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (12/8) que a demora do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) para definir sua candidatura ao governo de Minas Gerais prejudicou as articulações da direita no estado. Segundo ele, o PL manteve as portas abertas para uma composição com o senador, mas acabou avançando com candidatura própria diante da indefinição.

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“Nós demos absolutamente todo o tempo para o Cleitinho decidir se viria ou não candidato a governador. Se ele viesse para governador, nós estaríamos juntos”, ponderou. A demora, porém, fez o PL avançar com o empresário Flávio Roscoe como candidato ao governo de Minas. A confirmação ocorreu após meses de negociações em torno de uma eventual candidatura de Cleitinho para liderar o campo conservador no estado.

Segundo Nikolas, a indefinição de Cleitinho teve impacto também nas negociações entre PL e Republicanos em âmbito nacional. “Essa demora em Minas Gerais acabou atrapalhando as articulações até mesmo em nível nacional”, declarou.

Apesar do rompimento das negociações para uma candidatura única, Nikolas afirmou que ainda considera positiva uma eventual composição entre Cleitinho e o PL. “A composição de Cleitinho com PL seria, não tenho dúvidas, excelente”, disse.

Reviravoltas na candidatura

A definição de Cleitinho foi marcada por sucessivas mudanças de posição. Líder nas pesquisas durante meses, o senador adiou a decisão sobre a disputa pelo governo de Minas e manteve em espera partidos que buscavam uma candidatura capaz de reunir o campo conservador no estado.

No fim de julho, Cleitinho faltou à convenção partidária e, dias depois, anunciou que disputaria o governo pelo Republicanos, contrariando a direção nacional da legenda, que havia sinalizado que ele não seria candidato.

Pouco depois, em razão da morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de complicações de um câncer, o senador comunicou que desistiria da disputa. Menos de 24 horas depois, voltou atrás e fez um apelo público para que o Republicanos reconsiderasse a decisão e autorizasse sua candidatura.

O pedido foi inicialmente rejeitado pela direção nacional do partido. Nos dias seguintes, novas reuniões e tentativas de reverter o cenário movimentaram os bastidores, enquanto a legenda mantinha a decisão de não lançar Cleitinho ao governo.

As mudanças de posição desgastaram a relação do senador com a direção nacional do Republicanos. Mesmo após conceder sucessivos prazos para uma definição, a cúpula partidária avaliou que a instabilidade dificultava a organização da campanha e chegou a tratar a candidatura como encerrada às vésperas do fim das convenções.

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O cenário voltou a mudar, porém. Após considerar a situação de Cleitinho uma “página virada”, a direção nacional do Republicanos reabriu as conversas em uma reunião realizada na última sexta-feira e decidiu confirmar o senador como candidato ao governo de Minas.

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