Nikolas diz que demora de Cleitinho prejudicou articulações da direita
Deputado afirma que PL deu "todo o tempo" para senador decidir se disputaria o governo, mas partido acabou lançando Flávio Roscoe ao Palácio Tiradentes
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (12/8) que a demora do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) para definir sua candidatura ao governo de Minas Gerais prejudicou as articulações da direita no estado. Segundo ele, o PL manteve as portas abertas para uma composição com o senador, mas acabou avançando com candidatura própria diante da indefinição.
“Nós demos absolutamente todo o tempo para o Cleitinho decidir se viria ou não candidato a governador. Se ele viesse para governador, nós estaríamos juntos”, ponderou. A demora, porém, fez o PL avançar com o empresário Flávio Roscoe como candidato ao governo de Minas. A confirmação ocorreu após meses de negociações em torno de uma eventual candidatura de Cleitinho para liderar o campo conservador no estado.
Segundo Nikolas, a indefinição de Cleitinho teve impacto também nas negociações entre PL e Republicanos em âmbito nacional. “Essa demora em Minas Gerais acabou atrapalhando as articulações até mesmo em nível nacional”, declarou.
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Apesar do rompimento das negociações para uma candidatura única, Nikolas afirmou que ainda considera positiva uma eventual composição entre Cleitinho e o PL. “A composição de Cleitinho com PL seria, não tenho dúvidas, excelente”, disse.
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Reviravoltas na candidatura
A definição de Cleitinho foi marcada por sucessivas mudanças de posição. Líder nas pesquisas durante meses, o senador adiou a decisão sobre a disputa pelo governo de Minas e manteve em espera partidos que buscavam uma candidatura capaz de reunir o campo conservador no estado.
No fim de julho, Cleitinho faltou à convenção partidária e, dias depois, anunciou que disputaria o governo pelo Republicanos, contrariando a direção nacional da legenda, que havia sinalizado que ele não seria candidato.
Pouco depois, em razão da morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de complicações de um câncer, o senador comunicou que desistiria da disputa. Menos de 24 horas depois, voltou atrás e fez um apelo público para que o Republicanos reconsiderasse a decisão e autorizasse sua candidatura.
O pedido foi inicialmente rejeitado pela direção nacional do partido. Nos dias seguintes, novas reuniões e tentativas de reverter o cenário movimentaram os bastidores, enquanto a legenda mantinha a decisão de não lançar Cleitinho ao governo.
As mudanças de posição desgastaram a relação do senador com a direção nacional do Republicanos. Mesmo após conceder sucessivos prazos para uma definição, a cúpula partidária avaliou que a instabilidade dificultava a organização da campanha e chegou a tratar a candidatura como encerrada às vésperas do fim das convenções.
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O cenário voltou a mudar, porém. Após considerar a situação de Cleitinho uma “página virada”, a direção nacional do Republicanos reabriu as conversas em uma reunião realizada na última sexta-feira e decidiu confirmar o senador como candidato ao governo de Minas.