ELEIÇÕES 2026

'Quem que tem voto? O Cleitinho': Aro defende candidatura para unir direita

Segundo Marcelo Aro, senador do Republicanos é o nome com maior força eleitoral dentro do campo da direita para disputar o governo de Minas Gerais

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O ex-secretário de governo e candidato ao Senado por Minas Gerais Marcelo Aro (PP) defendeu a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) como o nome com "densidade eleitoral" para unir o campo da direita na disputa pelo governo de Minas nas eleições de outubro.

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A afirmação foi feita na manhã desta sexta-feira (7/8), em entrevista ao vivo na Rádio TMC, em meio a definições partidárias das chapas. Na ocasião, ele voltou a criticar o atual governador Mateus Simões (PSD) e considerou que ele tem um "carisma de geladeira".

Segundo Aro, Cleitinho é o nome com maior força eleitoral dentro do campo da direita para disputar o governo. O ex-secretário afirmou que o senador chegou a marcar 40% nas pesquisas e, por isso, teria condições de reunir diferentes partidos em torno de uma candidatura única.

“Por que o Cleitinho? Porque ele está no nosso campo ideológico e ele tem musculatura eleitoral. Ele tem força eleitoral, 40% nas pesquisas. Então, ele podia juntar”, afirmou.

O nome de Cleitinho ainda não está formalizado na disputa eleitoral pelo governo de Minas Gerais. Antes tendo sinalizado interesse de concorrer ao cargo de governador pelo Republicanos, demonstrando boa performance nas pesquisas de intenção de voto, o senador voltou atrás na escolha e, dias depois, pediu ao partido que fosse novamente lançado na disputa.

No entanto, na última semana, a direção nacional do partido descartou a participação de Cleitinho no pleito, considerando sua situação uma "página virada". Uma nova reunião marcada para esta sexta-feira deve definir novos movimentos partidários.

Aro também destacou que partidos chegaram a apoiar a candidatura de Cleitinho. Segundo ele, o Partido Liberal (PL), o Partido Progressistas (PP), União, Podemos, Partido Renovação Democrática (PRD) e Solidariedade formaram uma frente de apoio ao senador, mas a articulação não avançou.

Para o candidato ao Senado, Cleitinho é atualmente o nome com maior capacidade eleitoral para unir a direita mineira. “Quem que tem voto no nosso campo ideológico? O Cleitinho. O Cleitinho tem voto”, disse. Na avaliação dele, a candidatura do senador poderia inclusive levar o PL a desistir de uma candidatura própria ao governo e apoiar Cleitinho.

Divisão na direita

Na entrevista, Aro também explicou que decidiu retirar sua própria candidatura ao governo para evitar uma divisão ainda maior no campo da direita. Ele afirmou que chegou a considerar a possibilidade de disputar o cargo e citou uma pesquisa divulgada nesta semana, na qual aparecia tecnicamente empatado em primeiro lugar com outros dois candidatos, mesmo sem ter anunciado a candidatura.

“Eu, candidato ao governo, era mais uma candidatura aposta. Eu tinha chance de ganhar? Claro que tinha”, afirmou. “Saiu uma pesquisa essa semana, Real Time Big Data, sem eu ter falado que eu era candidato a governador e já me colocava em primeiro lugar, tecnicamente, empatado com outros dois candidatos.”

Apesar disso, Aro afirmou que preferiu recuar para tentar construir uma composição em torno de Cleitinho. “Eu tinha chance de vitória, mas eu dividia ainda mais o nosso campo. Eu preferi recuar pra que a gente ainda tente uma composição”, disse.

Segundo o ex-secretário, a estratégia é buscar uma candidatura capaz de concentrar os votos da direita e evitar a fragmentação entre diferentes nomes. “Essa composição é o nome do Cleitinho, que tem densidade eleitoral pra nos unir”, afirmou.

Aro disse ainda que tem conversado com dirigentes partidários para tentar viabilizar a candidatura de Cleitinho. Ele citou conversas com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e afirmou estar “100% determinado e focado” em reverter a decisão do partido.

“Gostaria muito que o Cleitinho fosse candidato”, disse. “Eu estou 100% determinado e focado para que a gente reverta essa decisão”, completou o ex-secretário. Para ele, a divisão da direita mineira foi resultado de erros de diferentes atores políticos.

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Ainda segundo Aro, sua prioridade é tentar viabilizar uma candidatura única. “Quem sabe o Cleitinho sendo candidato, o PL recue da candidatura própria, também apoie o Cleitinho e eu também apoie o Cleitinho”, afirmou.

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