Republicanos pode lançar Falcão ao governo em meio a impasse com Cleitinho
Marcos Pereira confirma ao Estado de Minas que ex-prefeito de Patos de Minas é alternativa da legenda, enquanto crise sobre candidatura do senador persiste
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O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou ao Estado de Minas que o ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, passou a ser considerado pelo partido como alternativa para disputar o governo de Minas Gerais.
Até então cotado para ser vice na chapa do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), Falcão surge como opção da legenda em meio ao impasse envolvendo a candidatura do parlamentar ao Palácio Tiradentes.
Questionado pela reportagem se o nome de Cleitinho havia sido definitivamente descartado, Pereira afirmou que o senador continua sendo o preferido de dirigentes do Republicanos, mas disse que a legenda já discute outro caminho.
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A declaração ocorre um dia após a direção nacional rejeitar o pedido de Cleitinho para voltar à disputa pelo governo de Minas. Na terça-feira (4/8), durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, o senador voltou atrás da desistência anunciada no dia anterior e pediu que o partido reconsiderasse a decisão de retirá-lo da corrida eleitoral.
Marcos Pereira, porém, manteve a posição de que o assunto estava encerrado, atribuindo a decisão às sucessivas mudanças de posicionamento do parlamentar e à proximidade do encerramento do prazo das convenções.
Apesar de passar a ser cogitado como alternativa ao governo, Falcão havia reafirmado, na própria terça-feira, que continuaria ao lado de Cleitinho caso o senador conseguisse reverter a decisão da direção nacional.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-prefeito afirmou considerar a chapa formada pelos dois "a melhor opção para Minas" e disse acompanhar de perto o momento vivido pelo senador desde a morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de leucemia no mês passado.
Segundo Falcão, a desistência anunciada por Cleitinho na segunda-feira (3/8) ocorreu porque o senador decidiu priorizar a família, mas a posição foi revista após o incentivo recebido de parentes.
"Ontem, depois de sustentar sua candidatura, ele, por um sentimento de ter que ajudar sua família, cuidar da sua mãe, cuidar dos seus irmãos, teve aquele momento onde ele disse que não seria candidato. Hoje, os irmãos dele, a mãe dele, vieram aqui para Brasília depois de passar a noite inteira na estrada dizendo que eles vão ajudar o Cleitinho", declarou.
Embora a direção nacional tenha descartado a candidatura de Cleitinho, o diretório estadual do Republicanos ainda preserva formalmente a possibilidade de lançar uma chapa própria ao governo de Minas.
Na madrugada desta quinta-feira (6/8), o partido registrou na Justiça Eleitoral a ata da reunião da Comissão Provisória Estadual informando que pretende disputar as eleições deste ano com candidatos próprios ao governo, à vice-governadoria e ao Senado. O documento, no entanto, não cita o nome de Cleitinho.
Assinada pelo presidente estadual da legenda, deputado federal Euclydes Pettersen, a ata estabelece que caberá à presidência estadual definir os nomes que disputarão os cargos majoritários. Apesar da omissão do nome do senador, o texto mantém aberta a possibilidade de lançamento de uma chapa própria até o prazo final para registro das candidaturas, em 15 de agosto.
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O documento também prevê que, caso a legenda não registre dois candidatos ao Senado, poderá apoiar candidatos de outros partidos. Na prática, a redação mantém aberta a possibilidade de apoio ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP), que, após uma reviravolta nas negociações políticas na quarta-feira (5/8), passou a disputar uma vaga ao Senado no grupo político do candidato ao governo Mateus Simões (PSD).