Marcelo Aro volta à disputa do Senado após União-PP apoiar Simões
Ex-secretário tinha rompido com o governo após articular "traição" e "parasitar", nas palavras de Mateus Simões
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Ao fechar o apoio ao governador Mateus Simões (PSD) na tentativa de reeleição, a federação União Progressista (formada por União e PP) anunciou que vai indicar o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) para disputar o Senado.
Aro volta à cena após romper com o governador enquanto articulava a própria candidatura ao governo de Minas Gerais, no vácuo da desistência de Cleitinho Azevedo (Republicanos).
A campanha de Simões não fechou coligação para o Senado, então apoiará oficialmente apenas o senador Carlos Viana (PSD) na tentativa de reeleição. Além de Aro, o influenciador Marco Antônio Costa, o "Superman", será lançado pelo Novo no modelo "cada um por si".
Reviravolta
Com o apoio da União-PP, a vice de Simões ficou com Danilo de Castro (União), ex-deputado federal por três mandatos.
"A composição representa a convergência de importantes forças políticas em torno de um projeto de estabilidade, diálogo e desenvolvimento para Minas Gerais", disse a federação União-PP, em nota.
Dessa forma, a campanha do governador terá uma coligação entre PSD, União-PP, Novo, PRD-Solidariedade e Avante.
'Traição' de Aro
Há menos de uma semana, Marcelo Aro rompeu com o governador e contou a ele que estava articulando a própria candidatura para o Executivo estadual. A situação gerou a exoneração do o secretário de Governo, Castellar Neto (PP), um dos principais aliados de Aro, e outros 20 servidores da pasta.
Logo após o encontro, Simões teceu duras críticas ao ex-aliado, que era pré-candidato ao Senado, mas estava insatisfeito em ter que disputar ao lado de Carlos Viana, com quem tem desavenças públicas, além do receio em dividir o eleitorado.
“Marcelo Aro traiu o governo, traiu o [ex-]governador Romeu Zema depois de parasitar o governo", disse o governador, na última quinta-feira (30/7).
"Foi abrigado no governo durante quatro anos. Perdeu a eleição lá atrás, veio para o governo, exerceu posições importantes na Casa Civil e na Secretaria de Governo, mas anunciou que está virando as costas para o projeto. Não ao meu projeto, mas ao projeto também do governador Romeu Zema, que foi quem o trouxe para o governo originalmente", completou, na ocasião.
Convenção da União-PP
Na segunda-feira (3), a convenção da federação União-PP terminou sem encaminhar o nome de Marcelo Aro ao governo. Os discursos no evento, porém, deram indícios de que esse seria o caminho.
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“Nós precisamos de pessoas que queiram, de fato, fazer essa terra voltar para onde nunca deveria ter saído. (…) Infelizmente Minas saiu do protagonismo nacional há alguns anos. E eu quero dizer para vocês que eu estou à disposição do nosso partido”, discursou Aro.