Simões sobre Aro: 'Traiu o governo depois de parasitar’
Governador afirma que ex-secretário comunicou articulação para disputar o Palácio Tiradentes e anuncia saída do grupo político ligado ao Partido Progressista
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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta quinta-feira (30/7) que o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) "traiu o governo” e “virou as costas para o projeto" liderado pelo governador Romeu Zema (Novo) ao comunicar que articula uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes nas eleições de 2026.
Segundo Simões, Aro informou durante reunião realizada pela manhã que negocia sua entrada na disputa "há algumas semanas". “Marcelo Aro traiu o governo, traiu o governador Romeu Zema depois de parasitar o governo", disse após o encontro.
Inicialmente, Aro era o nome cotado para disputar uma das vagas ao Senado na chapa de Simões. No entanto, a composição começou a se desgastar após a filiação do senador Carlos Viana ao PSD, em abril deste ano. Com Viana buscando a reeleição pelo grupo governista, Aro passou a demonstrar insatisfação com o espaço reservado a ele na chapa.
Simões disse que recebeu a notícia com decepção e relembrou a trajetória de Aro dentro da administração estadual. "Foi abrigado no governo durante quatro anos. Perdeu a eleição lá atrás, veio para o governo, exerceu posições importantes na Casa Civil e na Secretaria de Governo, mas anunciou que está virando as costas para o projeto. Não ao meu projeto, mas ao projeto também do governador Romeu Zema, que foi quem o trouxe para o governo originalmente", afirmou.
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Saída do governo
Segundo o governador, Aro também comunicou o desembarque de seu grupo político do Executivo estadual. Simões afirmou ter determinado ao secretário de Governo, Castellar Neto, que faça um levantamento das indicações ligadas ao ex-secretário que ainda ocupam cargos na administração para identificar quais deixarão o governo.
Durante a conversa, de acordo com o governador, Aro afirmou que a decisão ainda depende da definição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que insiste em disputar o governo apesar da resistência de parte da direção nacional de seu partido.
"Quando eu perguntei se era definitivo, ele me disse que não, porque ainda tem que ver se o Cleitinho não vai mudar de ideia. Ou seja, a ponderação dele, a essa altura, não é sequer sobre a minha candidatura, mas se ele vai ter o espaço todo que espera do lado de lá", declarou Simões.
Críticas à articulação
O governador também criticou a articulação construída em torno de uma possível candidatura de Marcelo Aro. Segundo ele, as negociações foram conduzidas por dirigentes nacionais do PL, Republicanos, União Brasil e PP, sem participação das lideranças mineiras.
"A preocupação dele de ter concorrentes para o Senado mostra que a visão dele de democracia e a minha são muito diferentes. Concorrentes fazem parte da construção democrática", afirmou.
Disputa pelo Palácio Tiradentes
Marcelo Aro passou a ser tratado como alternativa para disputar o governo de Minas após o impasse em torno da candidatura de Cleitinho. O senador reafirmou nessa quarta-feira (29/7) que pretende concorrer ao Palácio Tiradentes e negou que apoiará uma eventual candidatura do ex-secretário.
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Nos bastidores, porém, dirigentes de PP, União Brasil, Republicanos e PL discutem cenários alternativos caso Cleitinho não consiga viabilizar sua candidatura.