ELEIÇÕES 2026

Damião reforça apoio a Aro, mas prega cautela sobre disputa do governo

Prefeito de BH diz que federação aguardará o fim do prazo das convenções para definir a chapa majoritária e mantém respaldo ao ex-secretário

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O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), reforçou nessa terça-feira (4/8) o apoio à possível candidatura do ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) ao Palácio Tiradentes, mas evitou antecipar uma definição sobre a chapa majoritária da Federação União Progressista. Segundo o presidente da federação em Minas Gerais, o grupo aguarda o encerramento do prazo das convenções - nesta quarta-feira (5/8) - para concluir as negociações.

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Em coletiva de imprensa, nessa terça (4/8), Damião afirmou que a prioridade da federação foi estruturar chapas competitivas para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e para a Câmara dos Deputados. A definição da candidatura ao governo, segundo ele, será tomada dentro do prazo legal.

"A Federação está aguardando com muita tranquilidade. A gente nunca teve pressa em adiantar nada. Nós temos um prazo e esse prazo nos permite responder essa pergunta amanhã (hoje)", cravou.

Apoio mantido

Embora tenha evitado confirmar a candidatura de Aro, Damião reiterou que mantém apoio ao ex-secretário e destacou a relação política construída entre os dois. "O meu apoio ao Marcelo Aro nunca foi escondido de ninguém. Eu sempre falei que ele teria o meu apoio e não vai deixar de ser agora que eu vou mudar a minha opinião."

O prefeito também atribuiu a Aro parte da articulação que garantiu estabilidade política na Câmara Municipal de Belo Horizonte. "Se eu tenho hoje a paz que eu tenho na Câmara de Vereadores, ele tem participação nisso. Ele me ajudou demais com a bancada que ele tem dentro da Câmara de Vereadores e eu jamais serei ingrato", declarou, se referindo ao grupo político do ex-secretário conhecido como "Família Aro".

Apesar da manifestação de apoio, Damião ressaltou que as negociações seguem em andamento e que o cenário político permanece aberto. "Nós estamos conversando. Vocês viram que ontem era uma coisa. Hoje já é outra. Política é como nuvem. Você olha para o céu e ela está ali. Na hora que você olha, não é mais aquela nuvem. É outra. Vamos aguardar até os últimos minutos", disse, em meio ao impasse da candidatura do senador Cleitinho (Republicanos).

Frente de centro-direita

A possível candidatura de Marcelo Aro faz parte das articulações para a formação de uma frente de centro-direita em Minas Gerais, reunindo Progressistas (PP) e União Brasil, na Federação União Progressista, além de Republicanos e Partido Liberal (PL).

O nome do ex-secretário ganhou força nas últimas semanas após reuniões com lideranças do PL e aliados em Brasília, em meio à indefinição sobre a participação do senador Cleitinho na disputa pelo governo de Minas. Diante do impasse, integrantes de um bloco formado por PL, Republicanos, União Brasil, PP, PRD e Solidariedade passaram a construir uma alternativa em torno de Aro.

Apesar do acordo costurado, uma ala do partido defende que o PL lance candidatura própria ao Palácio Tiradentes. Internamente, nomes como o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli e o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, aparecem entre os cotados para representar o partido.

Rompimento com o governo

O avanço das articulações ocorre após o rompimento político entre Marcelo Aro e o governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição. Na semana passada, Aro disse a Simões que articula uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes. Após o encontro, o governador afirmou que o ex-secretário "traiu o governo" e "virou as costas para o projeto" liderado pelo ex-governador Romeu Zema (Novo).

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Segundo ele, Aro revelou que negocia sua candidatura "há algumas semanas" e justificou a decisão pelo descontentamento com a composição da chapa governista, especialmente após a filiação do senador Carlos Viana (PSD) ao partido. Inicialmente, o dirigente do PP era apontado como um dos nomes cotados para disputar uma vaga ao Senado na chapa governista, mas passou a demonstrar insatisfação com o espaço que teria na composição após Viana assumir a condição de candidato à reeleição.

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