Lohanna: se Cleitinho fosse uma mulher seria chamada de "desequilibrada"
Conterrânea do senador, deputada critica vaivém do político e compara sua postura a "biruta de aeroporto"
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A deputada estadual Lohanna França (PV) afirmou que, se fosse uma mulher nesse vaivém do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre sua possível candidatura ao governo de Minas Gerais, seria tratada como desequilibrada.
A parlamentar, que é de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, terra natal do senador, disse que vinha se mantendo em silêncio sobre o caso em respeito ao luto do senador, que perdeu, em 18 de julho, o irmão caçula, Mateus Azevedo, de 34 anos, mas que, diante da indecisão, resolveu se manifestar. Cleitinho desistiu da candidatura oficialmente na segunda-feira (3/8), depois de postergar por meses a confirmação de que entraria na disputa, e, nesta terça-feira (4/8), voltou atrás e tenta convencer seu partido a permitir que seja candidato.
"Se fosse uma mulher com esse comportamento, ela já teria sido tachada de ‘desequilibrada’ há muito tempo e não estaria sendo levada a sério sequer para pegar um microfone em um evento de partido", disse a deputada.
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Lohanna comparou a postura do senador a uma "biruta de aeroporto". "Num dia ele fala que é candidato. Dois dias depois diz que não é. E depois volta a dizer que é candidato", afirmou.
A deputada questionou a capacidade de Cleitinho de conduzir o governo. "Uma pessoa que não sustenta as próprias posições durante 24 horas vai dar conta de lidar com uma greve de professores? Vai dar conta de lidar com uma operação da Polícia Militar?", disse.
Lohanna lembrou ainda que toda essa confusão acontece com um candidato que aparece com cerca de 40% das intenções de voto nas pesquisas. No texto da postagem, ela também ironizou as mudanças de posição do senador. "Assista logo, a gente não sabe por quanto tempo esse vídeo vai ser atual."
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Pesquisa da Real Time Big Data, divulgada em 30 de julho, aponta Cleitinho como líder isolado na disputa pelo governo do estado, em todos os cenários simulados, pontuando entre 36% a 38% das intenções de voto no 1º turno, a depender dos adversários.