ELEIÇÕES 2026

Mais um nome entra na lista do PT para o governo de Minas

Ex-prefeito de Belo Horizonte passa a integrar a lista de alternativas da legenda após reunião de Lula com coordenadores da campanha

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Faltando menos de duas semanas para o início das convenções partidárias, marcado para 20 de julho, o Partido dos Trabalhadores (PT) ainda não definiu quem será o nome da legenda na disputa pelo Palácio Tiradentes. A mais nova cartada da sigla, que tem uma das maiores bancadas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), é o deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias.

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O nome surgiu durante reunião do presidente Lula, realizada nessa quarta-feira (8/7), com cerca de 30 integrantes da coordenação de campanha no Palácio da Alvorada, entre eles o senador Camilo Santana (PT-CE) e o ex-ministro Gilberto Carvalho.

No encontro, o presidente voltou a enfatizar a necessidade de definir seu palanque em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. A reunião se estendeu por quase três horas e, ao longo das discussões, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou haver expectativa de que a definição do cabeça de chapa ocorra ainda nesta semana.

Procurado pelo Estado de Minas, Patrus Ananias afirmou não ter sido procurado oficialmente pelo partido. Segundo sua assessoria, o parlamentar mantém, até o momento, a pré-candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados e segue cumprindo agenda de campanha.

No último sábado, inclusive, foi realizado em Belo Horizonte o lançamento de sua pré-candidatura. Questionada pela reportagem sobre a possibilidade de Patrus aceitar uma eventual candidatura ao Palácio Tiradentes, a assessoria informou que, até o momento, não havia novidades sobre o assunto.

No mês passado, a direção estadual do PT aprovou, após reunião da cúpula em Brasília com o presidente Lula, uma resolução em favor da candidatura própria. De lá, saiu pedido de Lula para os dirigentes do partido convencerem a ex-prefeita de Contagem Marília Campos a trocar sua pré-candidatura ao Senado pela disputa ao Executivo estadual.

Sem interromper o périplo pelo interior de Minas, Marília disse “não” e ainda classificou a decisão do partido em lançar candidatura própria como um “equívoco”, defendendo a coligação com outras siglas da federação e da base aliada do presidente.

Frustrada a tentativa de convencer a ex-prefeita de Contagem, o PT voltou a recorrer às alternativas que já mantinha em reserva durante os meses em que aguardou uma definição do senador Rodrigo Pacheco (PSB). A legenda agora coleciona, ainda sem bater o martelo, uma série de nomes cotados para disputar o governo de Minas, estado considerado decisivo para o pleito presidencial, já que, desde 1950, nenhum presidente da República foi eleito sem conquistar a maioria dos votos dos mineiros.

Já foram ventilados os nomes da prefeita reeleita de Juiz de Fora, na Zona da Mata, Margarida Salomão (PT), e da ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo (PT), que deixou a Esplanada e reassumiu seu mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para lançar sua pré-candidatura à reeleição.

Os deputados federais Paulo Guedes, Reginaldo Lopes e Rogério Correia são também opções da legenda, mas há, nesses casos, a preocupação em não desfalcar a chapa proporcional à Câmara dos Deputados.

Recém-filiada ao partido, a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, também aparece entre as cotadas para encabeçar o palanque de Lula em Minas. Ainda assim, não há consenso interno em torno de uma eventual candidatura dela, considerada por parte dos petistas um “excelente quadro”, mas ainda pouco conhecida pelo eleitorado em geral.

Em entrevista ao EM, Sandra disse estar pronta para enfrentar a campanha, se essa for a decisão do PT. "Minas precisa de um projeto sério, construído com diálogo, responsabilidade e compromisso com o desenvolvimento do estado. A decisão sobre o melhor caminho será coletiva, liderada pela presidenta Leninha em Minas e pelo presidente Edinho Silva nacionalmente, em diálogo com o presidente Lula e com as forças democráticas", afirma.

Fora da legenda, Lula chegou a mencionar, em entrevista exclusiva ao EM, o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), possibilidade que hoje está descartada após sua eleição para uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), cargo que assumirá no próximo ano.

O PT também ensaiou aproximações com o MDB de Gabriel Azevedo e com o PSB de Jarbas Soares, movimento defendido, inclusive, por Marília Campos. Já uma reedição da aliança com Alexandre Kalil (PDT), candidato apoiado por Lula na eleição de 2022, foi oficialmente descartada pelo partido em 16 de junho.

A construção de uma candidatura própria também é interpretada internamente como uma estratégia para enfrentar a resistência eleitoral que, historicamente, os tem afastado da disputa majoritária em Minas. Embora o estado tenha sido decisivo para as vitórias presidenciais de Lula em 2002, 2006 e 2022, além das eleições de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, o partido conseguiu eleger apenas um governador desde sua fundação, em 1980.

O único petista a ocupar o Palácio Tiradentes foi o ex-governador Fernando Pimentel, eleito em 2014 após dois mandatos à frente da Prefeitura de Belo Horizonte. Sua gestão, entretanto, terminou marcada por forte desgaste, sobretudo em razão dos atrasos nos pagamentos dos servidores estaduais e dos repasses destinados aos municípios. Em 2018, Pimentel não conseguiu se reeleger e acabou derrotado por Romeu Zema (Novo).

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Na mesma reunião realizada nessa quarta, Lula também anunciou a incorporação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), à coordenação de sua campanha presidencial em Minas Gerais. Entre as atribuições do ministro está a articulação do palanque do presidente no estado.

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