Patrus diz que PT não o procurou para disputar o governo de Minas
Deputado afirma que, até o momento, não recebeu convite oficial do partido e mantém pré-candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados
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O deputado federal Patrus Ananias (PT) afirmou que não foi procurado oficialmente pelo partido para disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A declaração foi dada ao Estado de Minas por meio da assessoria do parlamentar, um dia após o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte passar a ser citado como alternativa do PT para a sucessão estadual.
Segundo a assessoria, Patrus mantém, neste momento, sua pré-candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados e segue cumprindo agenda de campanha. No último sábado, inclusive, foi realizado em Belo Horizonte o lançamento de sua pré-candidatura. A assessoria do deputado também informou que ele intensificado compromissos na capital e no interior de Minas.
Questionada pelo Estado de Minas sobre a possibilidade de Patrus aceitar uma eventual candidatura ao Palácio Tiradentes, a assessoria informou que, até o momento, não havia novidades sobre o assunto.
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Nome ganha força no PT
O nome de Patrus passou a ser cogitado após a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) resistir aos apelos da direção nacional do partido para disputar o governo mineiro. Pré-candidata ao Senado, ela avalia que tem maiores chances de eleição para a Casa e considera estratégico que o PT preserve a possibilidade de conquistar uma vaga no Congresso Nacional.
Diante desse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a definição do palanque do partido em Minas Gerais. Em reunião realizada nessa terça-feira (7/7), no Palácio da Alvorada, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou haver expectativa de definição do cabeça de chapa ainda nesta semana.
Cenário em Minas
O impasse na formação da chapa petista também envolve a discussão sobre uma candidatura própria. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) é pré-candidato ao governo e busca o apoio de partidos de esquerda, mas ainda não recebeu o endosso oficial do PT.
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Na mesma reunião, Lula também anunciou a entrada do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), na coordenação de sua campanha presidencial em Minas Gerais. Entre as atribuições do ministro está a articulação do palanque do presidente no estado, considerado estratégico nas disputas ao Palácio do Planalto. Desde 1950, nenhum presidente da República foi eleito sem vencer a votação em Minas Gerais.