‘Já fiz o que tinha que fazer’, brinca Moraes após decisão sobre Bolsonaro
Ministro do STF ironizou duração de discursos em colação na USP horas depois de autorizar a transferência do ex-presidente para a Papudinha
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou, na noite dessa quinta-feira (15/1), da colação de grau da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), horas depois de assinar a decisão que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda.
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Durante breve discurso aos formandos, Moraes ironizou o tempo das falas anteriores e afirmou que havia se contido. “Ninguém cumpriu os três minutos, o que quase me fez tomar algumas medidas, mas eu me contive hoje, acho que hoje já fiz o que tinha que fazer”, disse o ministro. Moraes é professor titular de Direito Eleitoral da Faculdade de Direito da USP.
A transferência de Bolsonaro foi determinada no mesmo dia da cerimônia. O ex-presidente estava detido desde 22 de novembro em uma sala da Superintendência Regional da Polícia Federal. A Papudinha, como é conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, é uma ala especial do Complexo da Papuda, administrada pela PM, que tradicionalmente abriga autoridades condenadas, sobretudo policiais e militares.
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No local também está preso Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, condenado pela tentativa de golpe de Estado.
Na nova unidade, Bolsonaro ficará em uma cela de 65 metros quadrados, sendo 55 metros cobertos, com capacidade para quatro pessoas, mas de uso individual. O espaço conta com quarto, sala, banheiro com vaso sanitário convencional e chuveiro quente, cozinha, lavanderia e área externa.
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O ex-presidente também passa a ter direito a cinco refeições diárias, café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia, e a visitas com duração de até duas horas, às quartas e quintas-feiras. O regime interno da Papudinha é mais flexível do que o da Papuda comum, permitindo, por exemplo, o uso de roupas coloridas e a entrada de alguns alimentos.
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A estrutura da ala especial foi inspecionada pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes em novembro, antes da efetivação da prisão de Bolsonaro.