ELEIÇÕES 2026

Eduardo quer Bolsonaro na Casa Civil de Flávio

Ex-deputado sugere Jair Bolsonaro na Casa Civil caso o senador seja eleito presidente, apesar de condenação do ex-presidente

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, nessa segunda-feira (5/1), que vê o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como possível ministro da Casa Civil ou secretário de governo em um eventual governo liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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A declaração foi dada durante entrevista ao canal bolsonarista Timeline no YouTube, na qual Eduardo reforçou a centralidade do ex-presidente na articulação política do grupo.

“E quem sabe até um futuro presidente Flávio Bolsonaro tendo ao seu lado ministro Jair Bolsonaro. Por que não? Por que Flávio Bolsonaro não poderia dar perdão e trabalhar ao lado de Jair Bolsonaro? Ou será que ele não tem qualificação para ser um secretário de governo, um ministro da Casa Civil?”, disse o ex-parlamentar, que teve o mandato cassado. Segundo ele, a hipótese seria “uma possibilidade muito grande de ocorrer”.

A fala ocorre no momento em que Jair Bolsonaro tenta reorganizar seu capital político após a condenação definitiva por tentativa de golpe de Estado. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

Com a condenação, Bolsonaro teve os direitos políticos suspensos durante todo o período da pena e ficará inelegível por mais oito anos após o cumprimento da condenação, o que o afasta do cenário eleitoral até 2060. Anteriormente, ele já havia sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.

Diante da impossibilidade de concorrer em 2026, Jair Bolsonaro indicou o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, como seu herdeiro político e nome para disputar o Palácio do Planalto. A escolha busca preservar a influência do grupo no campo conservador e manter a marca da família no centro do debate eleitoral.

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Na entrevista, Eduardo Bolsonaro reconheceu que o senador ainda não possui grande projeção nacional, mas destacou o peso do sobrenome. “Flávio não é um nome conhecido nacionalmente, mas tem ali a grife Bolsonaro. Então já larga com 30% para 40%”, afirmou.

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