TRAGÉDIA

Perícia revela lesões graves em professora que morreu após aula de natação

Exames indicam possível ingestão de substância tóxica em piscina. Casal passou mal minutos após entrar na água

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Laudo do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) encontrou lesões graves no pulmão da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu após uma aula de natação em uma academia da Zona Leste de São Paulo. 

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O caso aconteceu em 7 de fevereiro. Juliana e o marido estavam em uma aula de natação, quando sentiram que a água da piscina estava com cheiro e gosto anormais. Como se sentiram mal, eles comunicaram o professor responsável e todos os alunos se retiraram do local.

O documento da perícia apontou lesões na cabeça, fígado, rins e pulmão, sendo estas últimas consideradas graves. Essas lesões no pulmão podem ter sido ocasionadas por ingestão de produto tóxico.

Além dos exames no corpo da vítima, o documento reúne resultados de análises da água da piscina e de produtos encontrados no local. Segundo os peritos, os dados não devem ser analisados de forma isolada, já que diferentes compostos químicos foram identificados.

 

Apesar disso, os laudos não confirmam se esses produtos causaram a morte de Juliana ou o mal-estar dos outros alunos. Juliana e o marido, Vinicius Oliveira, de 31 anos, participavam de uma aula de natação na academia C4 GYM quando perceberam que a água da piscina apresentava aspecto e gosto estranhos. Pouco depois, sentiram-se mal e avisaram o instrutor responsável.

O casal seguiu para o Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC paulista. No local, o quadro de Juliana se agravou. Ela teve uma parada cardíaca e morreu. Vinicius também foi internado em estado grave e recebeu alta hospitalar em 15 de fevereiro.

A morte de Juliana e a internação de Vinicius e de outras pessoas que estavam no local naquele sábado são investigadas pela Polícia Civil, que trata o caso como homicídio doloso. Para o delegado Alexandre Bento, do 42° DP (Parque São Lucas), três sócios da academia devem ser responsabilizados pelo ocorrido.

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Na época, a direção da Academia C4 GYM disse lamentar profundamente o ocorrido em sua unidade. "Informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas envolvidas a fim de oferecer todo o suporte", disse em nota. "Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário", acrescentou o texto.

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