QUEDA FATAL

Avião cai em BH: duas pessoas desceram antes da decolagem, diz delegada

Segundo ela, o avião saiu de Teófilo Otoni, fez uma parada no Aeroporto da Pampulha e estava decolando com destino São Paulo

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Duas passageiras desceram do avião que bateu em um prédio e caiu em Belo Horizonte nesta segunda-feira (4/5) antes de ele decolar do Aeroporto da Pampulha, segundo a delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Andréa Pochmann. A policial informou que a aeronave tinha saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, feito uma parada na capital mineira e havia decolado com destino a São Paulo. No Aeroporto da Pampulha, as duas passageiras teriam descido e um homem teria entrado no avião. 

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O acidente deixou dois mortos: Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, o piloto da aeronave, e Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha, no Vale do Jequitinhonha, Nilo Souto, segundo a PCMG. A corporação também informou que Fernando estava sentado no assento do copiloto, mas não desempenhava a função. A corporação informou que não havia copiloto.

Ainda segundo a Polícia Civil, eram quatro passageiros e um piloto. Os três sobreviventes foram socorridos e encaminhados ao hospital. São eles: Arthur Schaper Berganholi, de 25; o pai dele, Leonardo Berganholi Martins, de 50; Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53. 

De acordo com o advogado Igor Afonso, amigo da família Berganholi, a filha de Leonardo, Julia Berganholi, também estava na aeronave, que partiu de Teófilo Otoni, mas desceu do avião quando ele pousou no Aeroporto da Pampulha. Ele confirmou a descida apenas da jovem.  

“É um momento de tristeza, dor e consternação”, afirmou o amigo da família ao Estado de Minas. Igor disse ainda que, agora, é rezar para o descanso das vítimas e pela recuperação dos feridos. Segundo ele, Leonardo está passando por uma cirurgia delicada, e Arthur e Hemerson estavam em situações menos críticas. 

Um vídeo feito por uma testemunha que estava no prédio atingido pelo avião mostrou o jovem Arthur com uma fratura na perna, na altura do tornozelo. Segundo informações repassadas ao Estado de Minas por amigos de Hemerson, ele também sofreu ferimentos nos membros inferiores. 

O que se sabe até agora sobre a queda?

A queda de um avião de pequeno porte no Bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4/5), mobilizou equipes de resgate, autoridades de segurança e órgãos de investigação. O acidente ocorreu poucos minutos após a decolagem da aeronave, que havia saído do Aeroporto da Pampulha às 12h16 com destino a São Paulo.

A aeronave permaneceu no ar por cerca de cinco minutos antes de colidir contra um prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, em uma área urbana densa, cercada por comércios e instituições de ensino. 

O avião, de prefixo PT-EYT, é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros, além do piloto. Segundo registros, a aeronave pertence a Flávio Loureiro Salgueiro e era operada por uma empresa de internet sediada em Teófilo Otoni.

A aeronave havia sido adquirida recentemente e ainda estava em processo de transferência, de acordo com informações da PCMG.

Falha logo após a decolagem

O voo teve origem em Teófilo Otoni e faria escala em Belo Horizonte antes de seguir para São Paulo. Na parada na Pampulha, duas passageiras desembarcaram e outra pessoa embarcou, segundo a corporação. Ao todo, cinco pessoas estavam a bordo no momento da decolagem em Belo Horizonte.

Informações preliminares indicam que o piloto enfrentou dificuldades para ganhar altitude logo após deixar a pista. Segundo dados da NAV Brasil, responsável pelo controle do espaço aéreo, o comandante chegou a emitir um alerta de emergência (mayday), relatando falhas críticas. A torre de controle orientou o retorno imediato ao aeroporto, mas não houve resposta posterior.

O último contato registrado indica que o piloto ainda tentava recuperar a altitude antes da queda. Testemunhas também relataram comportamento anormal da aeronave ainda nas proximidades da Pampulha.

“As informações que temos de uma testemunha é que já no próprio Aeroporto da Pampulha a decolagem já não foi a correta, que estava perdendo altitude aqui na Pampulha”, afirmou a delegada da Polícia Civil, Andréa Pochmann, em coletiva de imprensa.

Sem conseguir recuperar desempenho, o avião seguiu em baixa altitude até atingir a fachada de um prédio entre o terceiro e o quarto andar. Parte da aeronave ficou presa à estrutura, enquanto outros destroços foram lançados para o estacionamento de um supermercado.

A investigação das causas ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB). Técnicos do órgão foram acionados ainda nesta segunda-feira. Segundo nota, a chamada “ação inicial” envolve coleta de dados, preservação de elementos e análise dos danos à aeronave e ao local.

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*Com informações de Quéren Hapuque

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