DECISÃO JUDICIAL

'Drake de BH': influenciador vira réu após ser preso com arma

Thiago Henrique dos Reis Pedra é acusado de porte ilegal de arma de fogo

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) tornou réu o influenciador Thiago Henrique dos Reis Pedra, de 24 anos, por porte ilegal de arma de fogo com identificação adulterada. Conhecido como "Drake de BH" ele foi preso em flagrante em 2 de março, no Bairro Estoril, na Região Oeste da capital mineira, ao tentar fugir de uma blitz e ser pego com uma pistola semiautomática. A arma já havia sido apreendida pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) anteriormente.

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A decisão foi dada pelo juiz Joaquim Morais Júnior, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte após denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Conforme a acusação, no dia dos fatos, os policiais faziam uma blitz na Avenida Barão Homem de Melo, na Região Oeste, quando notaram que um carro mudou bruscamente de direção ao perceber a operação.

O comportamento levantou suspeita, e os militares seguiram o veículo, até conseguirem abordar o motorista. Segundo o documento, Thiago Pedra apresentava nervosismo e tentava se afastar dos policiais.  

O veículo, um Volkswagen T-Cross Extreme, avaliado em mais de R$ 180 mil, foi revistado e os agentes localizaram uma pistola 9 mm. Questionado sobre o armamento, o réu afirmou que comprou a arma por R$ 10 mil porque havia sofrido ameaças e para se defender.

No entanto, ao conferirem o número de série do armamento, a Polícia Militar constatou que a arma havia sido apreendida em 2022, em Juatuba, em uma investigação de homicídio, e não deveria estar em circulação. O influenciador foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva em audiência de custódia. 

Ele agora responde formalmente à ação penal. O juiz Joaquim Morais Júnior já determinou a intimação de Thiago para constituir uma nova defesa, após o advogado Felipe Eustáquio Ramos de Oliveira que defendia o réu, deixar o caso.

Relembre

Em março, quando foi interrogado pela PMMG, o acusado relatou que, em fevereiro, teve a casa invadida no Bairro Santa Amélia, na Pampulha, e que entrou em luta corporal com um dos suspeitos. Segundo ele, durante a ação, um dos invasores deixou cair um revólver, que ele foi usou para atirar em um dos invasores, Marcelo Augusto de Souza, de 29 anos, que morreu.

Na ocasião, três ladrões invadiram o quarto de Thiago, que estava dormindo. Ele acordou assustado, com um revólver apontado para sua cabeça. Os ladrões diziam que queriam as joias. 

Em seguida, dois dos invasores foram para o quarto ao lado, onde estava Igor, o irmão de Thiago, de 20 anos. Ele estava acordado e também foi rendido. Os criminosos deram, então, ordem para o mais novo chamar os pais, que estavam trancados em outro quarto. Ele foi ameaçado para que não dissesse que se tratava de um roubo.

O rapaz obedeceu. Chamou o pai, Helder, de 50 anos, pedindo que ele abrisse a porta. O pai perguntou o que ele queria. O filho mais novo insistiu e o pai abriu a porta e viu os filhos rendidos, sob a mira de revólveres. A mãe dos rapazes também estava no quarto.

Helder investiu e se atracou com um dos ladrões, apesar de este estar armado. Ao mesmo tempo, Thiago também saltou sobre um dos ladrões e eles entraram em luta corporal. Um deles deixou cair a arma, que o influenciador pegou, mirou num dos criminosos e atingiu Marcelo Augusto com cinco tiros. Os outros dois fugiram pela janela. À época, o advogado Felipe Oliveira argumentou que o réu agiu em legítima defesa. Uma nova defesa deve ser, agora, constituída.

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O influenciador era conhecido por publicar vídeos empinando motos e fazendo manobras arriscadas nas redes sociais, onde somava mais de 115 mil seguidores. O réu já tinha uma passagem pela polícia, em agosto de 2025, quando foi preso em flagrante por crime de trânsito.

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