Um ano de governo: Damião destaca obras para chuva e segurança em BH
Em balanço sobre seu primeiro ano à frente da Prefeitura de Belo Horizonte, evento também destacou iniciativas voltadas para a população em situação de rua
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Em evento realizado nesta sexta-feira (17/4), o prefeito de Belo Horizonte (MG), Álvaro Damião (União Brasil), fez um balanço sobre o seu primeiro ano à frente do Executivo da capital mineira. Entre os 13 projetos estruturantes propostos para a cidade, os pontos destacados por ele foram as obras para prevenção de chuvas e o investimento em tecnologia para aumentar a segurança.
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Uma das grandes apostas é no Projeto Muralha, que utilizará cerca de 12 mil câmeras com reconhecimento facial, leitura automática de placas e inteligência preditiva para reduzir a criminalidade e melhorar a mobilidade urbana. A iniciativa foi construída a partir de troca de experiências com outros municípios brasileiros, como o Smart Sampa, de São Paulo (SP).
“Nenhum veículo vai entrar ou sair de Belo Horizonte sem ser identificado, vamos ter controle em todas as nossas entradas da cidade. Nós vamos ter um software de última geração que vai possibilitar também a identificação facial de criminosos e pessoas desaparecidas. Vamos ter tudo de mais moderno que existe em tecnologia para a segurança pública”, declarou Márcio Lobato, secretário de Segurança Pública de Belo Horizonte.
Álvaro Damião frisou que a tecnologia também será usada para identificar pessoas que praticam vandalismo, pichação ou descarte de lixo em locais indevidos. O projeto está na fase final de elaboração do edital e tem previsão de início de implantação até o fim deste ano.
“A gente vai continuar limpando a cidade, independente de as pessoas sujarem ou não. Mas as pessoas têm que ter consciência de que isso não vai funcionar assim. Vamos aplicar as multas, é tolerância zero”, declarou.
Outros projetos que foram destacados no evento foram o Mobilidade Para Todos, que visa modernizar o transporte público e investir em ônibus elétricos; o Mais Saúde, que ampliará equipes de Saúde da Família e Bucal, Centros de Saúde e Academias da Cidade; o Novo Anel, com a municipalização do Anel Rodoviário; o Viva Pampulha, que visa revitalizar o Moderno da Pampulha e investir em cultura turismo e economia criativa; e o Viver de Novo, voltado para a população em situação de rua.
“O Viver Juntos não é para retirar as pessoas das ruas da cidade como se fossem mercadorias, mas dar qualidade de vida para quem mora hoje nas ruas da cidade e acabar com esse problema que não é da prefeitura, é um problema social do Brasil e do mundo. Nós temos um plano para executar em breve, que eu tenho certeza absoluta que o povo de Belo Horizonte vai reconhecer. Acabar com o problema? Não. Mas vai minimizar”, afirmou.
Chuvas
Belo Horizonte enfrentou um período de intensas chuvas entre 2025 e 2026. Nos três primeiros meses deste ano, a cidade registrou acumulado de precipitação acima da média na maioria das regionais. Em março, por exemplo, oito das dez regionais superaram a média histórica de 197,5 mm para o mês, chegando a 412,2 mm (208,7%) na região Centro-Sul.
Damião afirmou que a prioridade da PBH é impedir mortes causadas pela chuva. No atual período chuvoso, a cidade registrou uma morte. Helviane Moraes Maia, de 50 anos, foi arrastada por uma enxurrada no Bairro Horto, Região Leste da cidade, e ficou presa em um ponto de acúmulo de lixo, onde se afogou. Apesar disso, o prefeito considera que a cidade lidou melhor com os eventos climáticos do que em outros anos.
“A chuva que começou em outubro só parou agora, foram sete meses consecutivos de muita chuva, com no mínimo sete grandes tempestades que alagariam Belo Horizonte em anos anteriores. Nós passamos por isso. Obviamente essa chuva provoca buracos, que agora começam a ser tapados”, avaliou Damião.
Novos pontos de alagamento
Leonardo Gomes, secretário municipal de Obras e Infraestrutura, explica que pontos recorrentes de alagamentos, como as avenidas Tereza Cristina e Vilarinho, não registraram grandes eventos. Por outro lado, outros pontos que não existiam anteriormente entraram no radar.
Na última semana, por exemplo, uma forte chuva chegou a alagar a Avenida Afonso Pena, no Centro, com o nível da água chegando próximo à entrada do Palácio das Artes e de um supermercado. Segundo o secretário, o evento se deu pelo acúmulo de lixo nas bocas de lobo, que impedia o escoamento da água.
“A gente identificou alguns pontos que chovia no final da tarde, e aquele era dia, por exemplo, de coleta de lixo. A chuva vinha, arrastava todo aquele lixo que estava pronto para ser recolhido e a obstrução da grelha ocasionava pontos de alagamento. Alguns outros pontos, não só a Afonso Pena, nos surpreendeu e a gente identificou exatamente o acúmulo de lixo nesses locais. Qualquer sacolinha ou caixa de papelão pode obstruir 100% da grelha e a capacidade de drenagem simplesmente zera”, diz.
Segundo Gomes, esses dados ajudarão a prevenir novos alagamentos nos próximos anos, com uma maior atenção à coleta de lixo nos períodos que precedem as chuvas previstas. Sobre as obras de contenção das chuvas, o secretário declarou que as obras de macrodrenagem da Praça das Águas, no Bairro São Gabriel, estão paralisadas desde novembro do ano passado e que um novo edital de licitação foi publicado hoje. Ainda segundo ele, o local já está operando com 70% da capacidade.
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Outro reservatório inacabado é o da Avenida Vilarinho, que funciona com bombas provisórias para escoar o excesso de água. “Isso minimizou e mitigou alagamentos na Vilarinho, mesmo com a obra inacabada. Também estamos preparando um novo contrato para terminar, não só essa como todas as obras de macrodrenagem que tiveram problemas no passado”, afirma.