Ministros de Lula visitam áreas afetadas por chuvas na Zona da Mata
Rui Costa e Waldez Góes visitam Juiz de Fora e Ubá para avaliar estragos das chuvas e discutir ações de reconstrução e apoio às famílias atingidas
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Uma comitiva do governo federal desembarcou nesta segunda-feira (9/2) na Zona da Mata mineira para acompanhar de perto os impactos da tragédia provocada pelas fortes chuvas que atingem a região desde 23 de fevereiro e já deixaram 72 mortos. Pela manhã, os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitaram áreas atingidas em Juiz de Fora, onde sobrevoaram pontos afetados, se reuniram com autoridades locais e anunciaram medidas de apoio. À tarde, a agenda continuou em Ubá, outro município impactado pelos temporais.
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Durante a visita em Juiz de Fora, os ministros percorreram regiões que registraram deslizamentos de terra, desmoronamentos e interdições de vias. A comitiva também contou com equipes técnicas de ministérios e órgãos federais, para verificar os trabalhos em execução e acompanhar o andamento das ações de socorro anunciadas pelo governo federal.
Na prefeitura da cidade, os ministros participaram de uma reunião com a prefeita Margarida Salomão (PT) para avaliar os danos provocados pelas chuvas e discutir as prioridades para a reconstrução das áreas mais atingidas. Após o encontro, foi realizada uma coletiva de imprensa para apresentar as medidas previstas pela união.
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Segundo Rui Costa, o tamanho dos estragos exige uma série de estudos técnicos antes do início das obras de recuperação, especialmente nas encostas que apresentam risco de novos deslizamentos. “São áreas muito críticas, de muito risco, portanto e é preciso um diagnóstico técnico detalhado para definir qual tipo de intervenção será necessária. Para que seja garantida a segurança de todos”, afirmou.
De acordo com o ministro, especialistas devem iniciar a partir de amanhã uma série de visitas técnicas para analisar as condições do solo nas regiões afetadas. Esse levantamento permitirá calcular o valor necessário para as obras estruturais e definir os projetos de contenção de encostas e drenagem.
Parte dessas intervenções poderá ser incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Atualmente, já existem contratos em andamento relacionados a obras de macrodrenagem que somam cerca de R$ 356 milhões, além de outros três contratos que totalizam aproximadamente R$ 40 milhões. Ainda assim, segundo o ministro, os recursos não são suficientes diante da dimensão do desastre.
A situação habitacional é uma das maiores preocupações após as chuvas. Segundo o governo federal, cerca de 2 mil moradias já foram confirmadas como destruídas ou condenadas nas áreas atingidas, número que ainda pode aumentar após novas avaliações técnicas.
Para atender às famílias que perderam suas casas, o governo pretende utilizar o modelo de “compra assistida”, em que imóveis disponíveis no mercado são adquiridos e destinados às vítimas. O processo será conduzido pela Caixa Econômica Federal, responsável por cadastrar e avaliar casas e apartamentos que possam ser oferecidos às famílias afetadas.
Além disso, foi anunciado um auxílio emergencial de R$ 7,3 mil para moradores que perderam bens durante as chuvas, como geladeira, fogão, cama e roupa de cama. O pagamento será realizado após as famílias se cadastrarem nas prefeituras.
Durante a coletiva, Waldez Góes destacou que a atuação do governo federal começou ainda nos primeiros dias após os temporais, com ações emergenciais de assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais. “Desde o primeiro momento houve mobilização das equipes da Defesa Civil, do Sistema Único de Saúde (SUS), da assistência social e de outras estruturas do governo para apoiar os municípios”, afirmou o ministro.
Agora, segundo ele, a atuação entra em uma nova etapa, voltada principalmente para a reconstrução das cidades e para a implementação de obras estruturantes capazes de reduzir riscos em áreas vulneráveis.
Na semana passada, o governo federal publicou uma medida provisória que prevê a liberação de uma linha de crédito de até R$ 500 milhões para apoiar empresas mineiras afetadas pelas chuvas, com foco principalmente em micro e pequenas empresas.
Os recursos poderão ser utilizados para diferentes finalidades, como a reconstrução de estruturas danificadas, a compra de máquinas e equipamentos para o setor produtivo e também como capital de giro para manter as atividades das empresas.
A linha de crédito será disponibilizada por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e poderá beneficiar tanto pessoas físicas quanto jurídicas impactadas pelos prejuízos provocados pelos temporais.
De acordo com o texto da medida provisória, o prazo para contratação do financiamento é de até 120 dias após a publicação da MP. Nesse período, os interessados poderão procurar as instituições financeiras para solicitar o acesso aos recursos.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima