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Uma pedra marcada com linhas e buracos era um tabuleiro de jogo usado há 4.000 anos no atual Omã

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
22/09/2026
Em Entretenimento
As marcas organizadas na superfície indicam que a pedra tinha uma função bem diferente de um objeto comum

As marcas organizadas na superfície indicam que a pedra tinha uma função bem diferente de um objeto comum

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Uma pedra com linhas e pequenas cavidades foi identificada como tabuleiro em um assentamento da Idade do Bronze no norte de Omã.↓ Ver no artigo
O assentamento pertence à fase Umm an-Nar, entre cerca de 2600 e 2000 a.C., e tinha torres de pedra.↓ Ver no artigo
Não foram encontradas peças nem instruções, por isso as regras do jogo permanecem desconhecidas.↓ Ver no artigo

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EM FOCO
Resumo da matéria
01
Jogo de quatro milênios
Uma pedra com campos marcados e pequenas cavidades foi identificada como tabuleiro em um assentamento da Idade do Bronze.
Arqueologia
02
Regras ainda perdidas
O formato lembra jogos antigos de outras regiões, mas não restaram peças ou instruções capazes de reconstruir a partida.
Mistério
03
Vida além do trabalho
O tabuleiro apareceu no mesmo conjunto que torres e vestígios de cobre, acrescentando uma pista sobre atividades cotidianas.
Cotidiano

Uma pedra com linhas e pequenos buracos revelou um hábito de lazer de quatro milênios atrás. O tabuleiro de jogo encontrado no norte de Omã pertence a um assentamento da Idade do Bronze e lembra jogos conhecidos em outras regiões antigas, embora suas regras exatas não tenham sido preservadas inteiras.

Onde o tabuleiro de jogo foi encontrado?

O achado veio de um assentamento da Idade do Bronze no norte de Omã. O tabuleiro apareceu dentro de um dos cômodos escavados, inserido no espaço usado por uma comunidade que também deixou estruturas defensivas e sinais de trabalho com cobre.

A ocupação pertence à fase conhecida como Umm an-Nar, entre cerca de 2600 e 2000 a.C. O assentamento de quatro mil anos tinha torres de pedra e ficava numa região ligada a rotas antigas. Isso dá ao tabuleiro um contexto arqueológico bem definido.

O tabuleiro mostra que jogos já faziam parte da rotina de comunidades que viveram milhares de anos atrás

Como os arqueólogos reconheceram um jogo nessa pedra?

O objeto é uma placa de pedra com campos marcados e pequenas cavidades. Essas marcas organizadas fazem os pesquisadores interpretarem a peça como tabuleiro. Não foram preservadas peças, instruções ou um texto explicando como a partida era disputada.

O formato lembra jogos da mesma época encontrados em diferentes áreas da Ásia e do Mediterrâneo. Essa comparação ajuda a reconhecer a função geral, mas não permite reconstruir regras completas. O jogo antigo pode ter seguido princípios parecidos sem ser idêntico aos exemplos conhecidos.

O que as marcas permitem saber sobre a partida?

O lugar em que a pedra apareceu é importante. Ela estava em um cômodo, não isolada na paisagem, o que aproxima o objeto da vida diária. O tabuleiro de pedra registra uma atividade que não envolve apenas produção, defesa ou sepultamento.

Comparações com outros tabuleiros da Idade do Bronze mostram que jogos com campos e cavidades circularam em regiões distantes. Ainda assim, sem peças associadas e regras escritas, a maneira exata de jogar permanece desconhecida e não deve ser preenchida por suposição.

A seguir listamos quatro pistas visíveis que sustentam a interpretação do objeto como um tabuleiro usado na Idade do Bronze:

  • Suporte de pedra: o objeto foi feito em material resistente, capaz de conservar as marcas por milênios.
  • Campos marcados: linhas organizam a superfície em áreas que provavelmente orientavam o jogo.
  • Pequenas cavidades: os buracos fazem parte do desenho funcional reconhecido pelos arqueólogos.
  • Contexto interno: a peça apareceu em um cômodo do assentamento, ligada à vida cotidiana do lugar.

Leia também: No alto da Serra do Mar, um vilarejo de cerâmica e neblina se tornou o maior polo de arte de São Paulo

Linhas e cavidades preservadas oferecem pistas sobre uma forma antiga de entretenimento

O que havia ao redor desse tabuleiro antigo?

As escavações também revelaram torres e evidências de processamento de cobre. A missão arqueológica universitária registrou esses elementos no mesmo conjunto de pesquisas, mostrando que a comunidade estava ligada a atividades econômicas e circulação regional.

Esse contraste torna o tabuleiro especialmente interessante. Ao lado de arquitetura e metalurgia, aparece uma peça ligada a interação humana cotidiana. O jogo de quatro mil anos acrescenta uma dimensão menos visível da vida antiga, aquela que não deixa monumentos grandes nem toneladas de material.

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A seguir listamos três achados do assentamento que ajudam a colocar o tabuleiro dentro de uma comunidade mais ampla:

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DADOS EM FOCO
O assentamento em três pistas
Resumo dos principais achados mencionados no texto para contextualizar o tabuleiro de jogo.
Achado O que foi visto O que acrescenta
Tabuleiro Campos e cavidades na pedra Atividade cotidiana de jogo
Torres Quatro estruturas no assentamento Arquitetura da comunidade
Cobre Vestígios de processamento Participação em atividade econômica regional

Por que uma simples pedra ajuda a entender a Idade do Bronze?

O objeto não revela quem venceu partidas nem quais regras eram usadas, mas mostra que havia espaço para atividades além do trabalho. Esse tabuleiro de jogo permite observar um lado cotidiano da Idade do Bronze que costuma sobreviver com menos clareza no registro arqueológico.

Com linhas, cavidades e nenhum manual preservado, a pedra mantém parte do mistério. O tabuleiro encontrado em Omã vale justamente pelo que confirma com segurança: há cerca de quatro mil anos, pessoas daquele assentamento já usavam uma peça feita para jogar.

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Tags: arqueologiaIdade do Bronzejogo antigoOmã

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