NOVO ÁLBUM

Letrux está chique no simples em 'Sad, sexy, silly songs'

No sétimo disco de sua carreira, artista carioca aposta em arranjos minimalistas em álbum que privilegia voz, violão e composições feitas à mão

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Letrux se descobriu compositora antes de cantora, ainda aos seis anos de idade, quando ganhou um livro de presente da mãe, Sônia. A história era sobre um passarinho que vivia preso. Ao terminar a leitura, ficou tão emocionada que escreveu sua primeira letra. Ali, cedo, percebeu que tudo que a emocionava a levava a criar algo. “Não sei se me percebi artista ali, mas vi que isso era uma brincadeira boa”, conta.

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No mês passado, ela lançou o sétimo disco da carreira, “Sad, sexy, silly songs”, o quarto como Letrux. Os outros três vieram com o Letuce, duo alternativo em que iniciou a trajetória. Existe até um primeiro disco com uma banda de rock, mas que a artista não leva tão a sério, a Leticios.


Letrux falou com o Estado de Minas em uma casa no Sul de Minas, em Camanducaia, onde passou alguns dias com a família para descansar da agenda de lançamento do disco, que incluiu ainda dois shows na cidade de São Paulo. “Foi intenso”, diz sobre o processo de ensaiar, gravar, divulgar e apresentar o projeto.


Cabelo preso, óculos de sol, sentada em uma cadeira de praia, no verde do mato, sob o sol, ela entoou versos da primeira composição. Cantora conhecida pelo visual extravagante, Letícia Novaes chega agora com um disco minimalista, com estética toda em preto e branco. “Artista quer sempre brincar. Fiquei pensando que eu ainda não tinha um disco um pouco mais cru, que é muito como várias canções nascem: de um momento, voz e violão”, diz.


“Tem muita gente falando: ‘Nossa, esse disco é triste, melancólico’. Gente, o disco começa com a palavra ‘sad’, o que vocês queriam?”, brinca. Ela acredita que, em meio a tantas músicas com batidas eletrônicas, guitarras e distorções, as pessoas se desacostumaram com arranjos mais minimalistas. “É mais difícil fazer o simples”, completa.


O último disco, “Letrux como mulher girafa”, em que tirava sarro da própria altura de 1,83m, havia saído em 2023. No meio do caminho, fez apresentações como DJ, lançou singles, realizou shows de reencontro com Lucas Vasconcellos – com quem formava o Letuce – e lançou o livro de contos “Brincadeiras à parte” (Planeta). “Minha casa da astrologia do trabalho é em Gêmeos, então meu trabalho sempre vai ser essa coisa multifacetada, meio caótica”, brinca.


Ela chamou Thiago Rabelo, baixista de sua banda, para o projeto, no qual faz a voz enquanto ele assume baixo, sintetizadores, violão, guitarra e até os coros de algumas músicas, além da produção musical. “Ele conseguiu ser chique no simples”, resume, de maneira certeira.


As músicas mais “sexys” pediam algo a mais. Então, adicionaram beats e programação eletrônica. São as faixas que mais saem do jogo da simplicidade, sem destoar do conjunto. Embora o novo projeto fale sobre sensualidade, ela não se considera uma pessoa sensual. Na verdade, diz ser mais charmosa.


TRISTEZA, SEDUÇÃO E BOBEIRA

“O disco traz três categorias muito importantes para o ser humano. Todo mundo é um pouco triste e tem que seduzir, seja para procriação ou só por tesão.” A tristeza, ela acredita, é inerente ao ser humano. “A gente é a única espécie que paga aluguel para estar no planeta Terra. Então, isso já causa tristeza de cara. Estar no planeta é pagar”, afirma.


Já a bobeira, para ela, é uma grande forma de sobrevivência, principalmente para o brasileiro. “Se não houvesse bobeira, não tinha vida, só depressão.”


No disco, ela levanta a bandeira da letra – tanto como caligrafia quanto como escrita. Todas as letras foram feitas à mão, em um caderninho. A artista, inclusive, se espanta quando ouve pessoas dizerem que não lembram mais como é a própria letra. “Quando eu escrevo no caderninho, parece que estou tocando a música. Me dá um barato extra”, comenta.


A música que abre o disco, parceria com a baiana Jadsa, fala justamente disso. “Tô aqui pela letra / Eu tô aqui com letra”, canta, na faixa homônima do álbum. Durante a pandemia, Letrux chegou a ter um podcast, “Taradas por letras”, em que analisava letras de músicas. O projeto, que pensa em retomar, está disponível no Spotify e tem 15 episódios.


“Eu não sou formada em música, sou muito musical, mas não sou exímia. Então acho que direcionei todo o meu tesão e minha obsessão para a letra da música”, comenta. No canto, às vezes quase declamado, a cantora de voz grave traz referências de Laurie Anderson e da brasileira Liana Padilha, da banda NoPorn.
No show, que deve chegar a BH em breve, a artista transforma o palco no próprio quarto, com uma cama forrada com lençol branco e uma pequena mesa de canto. Ela toca violão e se apresenta sem banda, acompanhada apenas por Thiago Rabelo. “Vou ter que alugar uma cama em cada cidade que eu for”, brinca. 

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“SAD, SEXY, SILLY SONGS”
. Disco de Letrux
. 12 faixas
. Coala Records
. Disponível nas plataformas

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