ACNE

O que está por trás das espinhas fora da adolescência?

De hormônios à alimentação, dermatologista explica os principais gatilhos e os tratamentos mais eficazes para controlar o problema na vida adulta

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A acne não é um problema exclusivo da adolescência. Cada vez mais comum na vida adulta, a condição pode surgir ou persistir mesmo após os 30 anos, impactando não apenas a saúde da pele, mas também a autoestima. De acordo com a dermatologista Carulina Moreno, a acne adulta é multifatorial e exige uma abordagem individualizada para tratamento eficaz.

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“Os principais gatilhos envolvem flutuações hormonais, predisposição genética, aumento da oleosidade, obstrução dos poros e processos inflamatórios”, explica a especialista. No caso das mulheres, o quadro pode se intensificar em períodos específicos, como durante o ciclo menstrual, no climatério ou em situações de desequilíbrio hormonal.

Além disso, fatores externos também desempenham um papel importante. O uso de cosméticos inadequados, produtos capilares oleosos e hábitos que irritam a pele podem agravar ou prolongar a acne.

Alimentação influencia, mas não é a única

Segundo a dermatologista, a alimentação pode, sim, interferir no surgimento das espinhas — mas não deve ser vista como a única causa. “Dietas com alto índice glicêmico, ricas em açúcar e carboidratos de rápida absorção, podem favorecer a inflamação e o aumento da oleosidade em algumas pessoas”, destaca Carulina. Ainda assim, ela reforça que fatores hormonais, genéticos e a rotina de cuidados com a pele continuam sendo determinantes.

Espremer espinhas pode piorar o quadro

Um hábito comum, mas prejudicial, é espremer espinhas. A prática pode intensificar a inflamação, causar infecções, além de aumentar significativamente o risco de manchas e cicatrizes permanentes. “Em lesões mais profundas, isso pode prolongar a recuperação e deixar marcas muito mais duradouras”, alerta.

Tratamentos variam

O tratamento da acne adulta depende diretamente do tipo e da gravidade do quadro. Em casos leves a moderados, o uso de medicamentos tópicos aliado a uma rotina de limpeza e hidratação adequada costuma ser eficaz. Já quadros mais inflamatórios ou persistentes podem exigir antibióticos, terapias hormonais em pacientes selecionadas e, em situações mais graves, o uso de isotretinoína oral, sempre com acompanhamento médico.

Procedimentos realizados em consultório, como lasers e tecnologias dermatológicas avançadas, também podem ser aliados importantes para acelerar os resultados.

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“A chave do sucesso no tratamento da acne adulta está na individualização. Não existe uma solução única que funcione para todos os pacientes”, afirma a dermatologista.

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