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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Campanha 'Conheça os fatos' do Google busca combater fake news na pandemia

Produtos do Google, como a Busca, Google Maps, Google Notícias e YouTube receberão recursos para acesso de informações verificadas sobre a COVID-19


23/04/2021 12:28 - atualizado 23/04/2021 12:58

Segundo a gigante da tecnologia, materiais que violem políticas de uso são removidos das plataformas(foto: Arnd Wiegmann/Reuters)
Segundo a gigante da tecnologia, materiais que violem políticas de uso são removidos das plataformas (foto: Arnd Wiegmann/Reuters)
Em mais uma campanha de combate às fake news durante a pandemia do novo coronavírus, o Google anunciou, nessa quinta-feira (22/4), o lançamento do 'Conheça os Fatos', ação que busca promover maior conscientização sobre o acesso a informações de fontes confiáveis e recursos de qualidade.

Segundo a gigante da tecnologia, as principais orientações de prevenção da doença pela campanha serão dispostas em produtos do Google, como a Busca, Google Maps, Google Notícias e YouTube.

No Brasil, desde o início da pandemia, a população é bombardeada por uma série de notícias falsas que são disseminadas em questão de segundos, principalmente em grupos de Whatsapp e no Facebook. De acordo com um estudo realizado pela Avaaz, cerca de 110 milhões de pessoas acreditam em pelo menos uma fake news sobre o vírus no Brasil, ou seja, sete a cada 10 brasileiros são levados a acreditar em informações incorretas sobre a COVID-19.

Veja como funciona a campanha ‘Conheça os Fatos’


Na Busca, ferramenta mais usada no mundo para procura de informações, a empresa afirma que, quando uma pesquisa for feita por 'vacina COVID' ou 'vacina coronavírus', os resultados exibirão carrosséis de notícias de fonte jornalísticas sobre o tema, como por exemplo painéis com informações comprovadas acerca do número de doses de imunizantes aplicadas no Brasil, o percentual da população vacinada e dentre outras estatísticas verificadas.

Dentro do aplicativo do Google Notícias, foi criada uma seção dedicada exclusivamente a temas relacionados a COVID-19. Nela, será exibida as principais matérias e reportagens, nacionais e locais, publicações recentes de autoridades de saúde em redes sociais, e uma página especial com fatos e dados atualizados sobre a pandemia no mundo.

Já o Google Maps agora poderá ser usado como um guia sanitário pelos usuários. Segundo a empresa, já estão disponíveis na plataforma dados locais e informações de fontes autênticas sobre prevenção à COVID-19, além de atualizações sobre a pandemia.

Entre os recursos disponibilizados, o que mais chama atenção é para a possibilidade de consulta aos horários de pico, com a previsão de lotação de estabelecimentos, e ainda alertas de mobilidade, que podem, por exemplo, monitorar serviços de transporte, mostrando o nível de aglomeração ou indicando se há limitação de circulação ou necessidade de uso de máscara.

YouTube 


Na página inicial e nas buscas relacionadas ao coronavírus do Youtube, vídeos de fontes verificadas, como de especialistas e veículos jornalísticos, serão mostrados no topo dos resultados. Além disso, caso deseje mais informações, o usuário será redirecionado para sites de órgãos oficiais, como Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os youtubers Átila Iamarino, Thelminha e Astrid Fontenelle foram listados pelo Google como os principais especialistas em saúde que criam conteúdo seguro sobre COVID-19 e vacinas. Na playlist criada pela plataforma, é possível acessar os vídeos acerca do tema feito por eles e outros comunicadores da internet.

Ainda segundo a empresa, a menos que haja contexto educacional, documental, científico ou artístico suficiente, serão removidos vídeos no YouTube que recomendam o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento ou prevenção de COVID-19, fora dos ensaios clínicos, ou que afirmam que essas substâncias são eficazes e seguras no tratamento ou prevenção da doença.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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