Publicidade

Estado de Minas IMUNIZANTE DA PFIZER

Vacina que o Brasil recusou tem eficácia de 92% já na primeira dose

Pesquisa indica que adiamento da 2ª dose da Pfizer é seguro, o que favoreceria ampliação do alcance das campanhas. Governo Bolsonaro negou a vacina ainda em 2020


18/02/2021 10:14 - atualizado 18/02/2021 20:43

Frascos da vacina Pfizer-BioNtech Covid-19, são estocados em um freezer a baixas temperaturas em um centro de vacinação em Quimper, oeste da França, em 16/02/2021. Estudo aponta que primeira dose da vacina Pfizer tem 92% de eficácia contra COVID-19(foto: Fred Tanneau/AFP)
Frascos da vacina Pfizer-BioNtech Covid-19, são estocados em um freezer a baixas temperaturas em um centro de vacinação em Quimper, oeste da França, em 16/02/2021. Estudo aponta que primeira dose da vacina Pfizer tem 92% de eficácia contra COVID-19 (foto: Fred Tanneau/AFP)

Um estudo preliminar realizado no Centro de Controle de Doenças da Colúmbia Britânica (BCCDC), no Canadá, indica que mesmo antes da segunda dose, a vacina contra a COVID-19 produzida pela Pfizer/BioNTech, do tipo RNA mensageiro, se mostrou altamente satisfatória, apresentando eficácia vacinal de 92,6%. A eficácia comprovada após a segunda dose é de 94%.

 

Vacina que o Brasil recusou 'por logística' teria condições de uso no país 

 

 

Os pesquisadores canadenses também analisaram o imunizante da Moderna, de mesmo formato, e também relataram uma eficácia de primeira dose de 92,1%.

 

estudo sinaliza para a possibilidade de um adiamento seguro da segunda dose das vacinas da Pfizer e da Moderna, aumentando o alcance das campanhas de vacinação que fazem uso desses imunizantes num momento de alta demanda e escassez de insumos e suprimentos.

 

“Com uma primeira dose tão altamente protetora, os benefícios derivados de um suprimento escasso de vacina poderiam ser maximizados adiando segundas doses até que todos os membros do grupo prioritário recebam pelo menos uma dose”, diz o estudo preliminar divulgado pelo The New England Journal of Medicine.

 

Os pesquisadores ressaltam que a eficiência registrada foi encontrada a partir da segunda semana da imunização pela primeira dose e que ainda há incerteza sobre a duração da proteção com uma dose única.

 

No Brasil, o imunizante da Pfizer foi negado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ironizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A Pfizer anunciou que chegou a oferecer 70 milhões de doses de sua vacina ao governo brasileiro em agosto do ano passado. O acordo não foi selado.

 

Em setembro de 2020, a farmacêutica britânica encaminhou uma carta ao governo brasileiro insistindo para que o país fechasse negócio mais rapidamente com a empresa de vacinas. Em 11 de fevereiro, Pazuello esteve presente em sessão plenária no Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre ações contra a COVID-19 adotadas pela pasta e o planejamento da vacinação no Brasil. 

 

Durante discurso, o ministro falou sobre cada um dos imunizantes disponíveis e as negociações com a pasta. Ao citar a Pfizer, ele fez duras críticas pelos entraves impostos para a venda da vacina no país. Segundo ele, as condições impostas foram “leoninas”.  Ele também afirmou que, apesar dos problemas advindos da necessidade do imunizante, que precisa ser armazenado a uma temperatura de -80ºC, o empecilho seria o contrato.

 

Em dezembro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro questionou os possíveis efeitos colaterais das vacinas contra o coronavírus, tomando como exemplo a da Pfizer/BioNtec, e afirmou que não há garantia de que ela não transformará quem a tomar em “um jacaré". 

 

“Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema seu”, disse Bolsonaro na época.

 

A Pfizer/BioNTech enviou no início do mês o pedido para o registro definitivo da vacina contra a COVID-19 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quando finalizado, o registro concedido pela Anvisa será o sinal verde para que a vacina seja comercializada, distribuída e utilizada pela população, nos termos da indicação estabelecida na bula. 

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.


transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia
  • Em casos graves, as vítimas apresentam:
  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
  • Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade