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Estado de Minas PANDEMIA

Apenas em 2021 pessoas começarão a receber vacina para COVID-19, diz OMS

Organização Mundial de Saúde ressalta sucesso obtido pelas candidatas a vacinas para COVID-19, mas pediu 'realismo' na expectativa de prazos para produção em escala


22/07/2020 14:00 - atualizado 22/07/2020 14:59

Além de pedir realismo sobre prazos, OMS lembra que as vacinas em geral não são 100% eficazes(foto: AFP)
Além de pedir realismo sobre prazos, OMS lembra que as vacinas em geral não são 100% eficazes (foto: AFP)
Diretor-executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan mostrou nesta quarta-feira, 22, otimismo com o sucesso obtido pelas candidatas a vacinas para COVID-19 até agora nos testes, porém também pediu realismo na expectativa sobre prazos para uma vacina bem-sucedida e sobre sua taxa de eficácia. Nesse quadro, ele insistiu na necessidade de que se mantenham e reforcem as medidas comprovadas para conter a disseminação do problema.

"Sendo realista, estamos acelerando o máximo possível, mas temos de garantir segurança, tomar toda precaução para ter resultado seguro", comentou Ryan sobre as vacinas em desenvolvimento. "Mas, sendo realista, será na primeira parte do próximo ano até que comecemos a ver pessoas sendo vacinadas", previu ele, durante sessão de perguntas e respostas, ao lado da líder da resposta da OMS à pandemia, Maria Van Kerkhove.

Ryan disse que há notícias positivas na busca pelas vacinas, como o fato de que as candidatas que até agora chegaram à fase 1 dos testes foram aprovadas, mostrando que são seguras. Ele também elogiou o fato de que pessoas têm se candidatado para os testes. "Estamos trabalhando com muitos parceiros para expandir os testes pelo mundo", informou.

O diretor-executivo da OMS lembrou que é preciso ter uma vacina segura e eficaz, mas também garantir escala na produção e distribuição. "Precisamos garantir justiça" na distribuição delas, ressaltou.

Além de pedir realismo sobre prazos, Ryan lembrou que as vacinas em geral não são 100% eficazes. "Teremos de ver o quão eficazes as vacinas serão e por quanto tempo durará a proteção", afirmou. "A ideia de que teremos uma vacina em dois ou três meses e de repente esse vírus irá embora, eu adoraria dizer isso para vocês, mas não é realista."

Ryan também disse que a OMS tem visto alguns "resultados positivos em certos medicamentos" contra a doença. De qualquer modo, enfatizou a importância de que as pessoas mantenham as medidas para conter sua disseminação, o que facilitará o trabalho de imunização por vacinas à frente. "Há muito que podemos fazer agora", insistiu. "Precisamos trabalhar o mais duro possível para nos livrarmos do vírus", disse também.

Ações para conter pandemia


Maria Van Kerkhove afirmou nesta quarta-feira que a entidade espera a criação de uma vacina eficiente contra a doença. Enquanto isso, porém, ela insistiu que as pessoas devem se concentrar em ações que funcionam para conter o problema, como o uso de máscaras, o distanciamento físico, testes em casos suspeitos, isolamento dos suspeitos e dos doentes e o rastreamento de seus contatos.

Durante coletiva da OMS, a dupla Ryan e Maria insistiu no fato de que "todos têm um papel" na luta contra o problema, seja em suas ações cotidianas, seja no caso das autoridades e das políticas públicas e com outras nações.

Questionada sobre máscaras, Kerkhove disse que a OMS recomenda o uso delas sobretudo para pessoas em comunidades nas quais o vírus circula, especialmente para aquelas que auxiliam doentes da COVID-19. Além disso, a máscara é instrumento importante em locais nos quais não é possível fazer o distanciamento físico adequado. De qualquer modo, ela recomendou que se evitem locais fechados e lotados, nesse momento da pandemia.

Ryan, por sua vez, comentou que ele mesmo tem buscado estabelecer hábitos. Ao tomar ônibus em Genebra, ele relatou que sempre primeiro higieniza as mãos ao se sentar, para apenas depois disso mexer, por exemplo, no celular. Ele disse que também é prudente, neste momento, evitar um ônibus se ele estiver lotado, por exemplo.

 

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

 


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