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Estado de Minas PANDEMIA

Covid-19: o que se sabe sobre 'variante híbrida' que impulsiona covid-19 no Vietnã

O ministro da Saúde do Vietnã informa sobre a detecção de uma nova variante de cobertura que combina as características das variantes da Índia e Reino Unido.


03/06/2021 00:12 - atualizado 03/06/2021 00:12

O Vietnã testará toda a população da cidade de Ho Chi Minh na tentativa de conter as infecções(foto: Getty Images)
O Vietnã testará toda a população da cidade de Ho Chi Minh na tentativa de conter as infecções (foto: Getty Images)
Uma nova variante do vírus da covid-19 que parece ser uma combinação das variantes identificadas pela primeira vez na Índia e no Reino Unido foi recentemente detectada no Vietnã, de acordo com as autoridades do país.

 

Esta "nova variante indiana com mutações originalmente pertencentes à variante do Reino Unido é muito perigosa", disse o ministro da Saúde do Vietnã, Nguyen Thanh Long, em uma reunião governamental no sábado (29/05), reportada pela agência de notícias Reuters.

 

Os vírus sofrem mutações o tempo todo e a maioria das variantes não apresenta problemas significativos, mas em alguns casos, como ocorre com as variantes citadas, essas mutações as tornam mais contagiosas.

Long afirmou que a nova variante híbrida é mais transmissível do que as versões anteriores, especialmente pelo ar.

 

Isso, disse ele, poderia explicar por que tantos novos casos surgiram em diferentes partes do país em um curto período de tempo.

 

As estatísticas mostram um aumento acentuado de casos nas últimas semanas: dos quase 6,7 mil casos registrados desde o início da pandemia, mais da metade foram registrados a partir de abril deste ano.

 

Long disse que cientistas irão revelar o código genético para a nova variante em breve.

Vacinas protegem

De acordo com especialistas, a variante indiana de covid-19 (chamada B.1.617.2) identificada em outubro do ano passado é mais transmissível do que a variante Kent / Reino Unido (B.1.1.7).


Pouco mais de 1% da população do Vietnã recebeu pelo menos uma dose da vacina covid-19(foto: Getty Images)
Pouco mais de 1% da população do Vietnã recebeu pelo menos uma dose da vacina covid-19 (foto: Getty Images)

 

Vacinas como a Pfizer ou AstraZeneca demonstraram ser muito eficazes contra a variante indiana após duas doses, mas a proteção que oferecem após apenas uma inoculação é menor.

 

Até o momento, não há evidências de que qualquer mutação do coronavírus provoque casos mais graves da doença.

 

Assim como acontece com a versão original do vírus, o risco continua alto para pessoas mais velhas ou com sérios problemas de saúde pré-existentes.

 

Mas embora o nível de perigo seja o mesmo, o fato de ser mais contagioso é por si só algo que gera mais mortes em uma população não vacinada.

 

No início da pandemia de 2020, o Vietnã foi um dos países que agiu rápida e decisivamente, fechando suas fronteiras, isolando e testando sua população para deter o contágio. Mas agora a campanha de vacinação contra covid-19 avança lentamente.

 

Até o momento, pouco mais de 1% da população recebeu pelo menos uma das duas doses da vacina.

 

Nos últimos dias, as autoridades iniciaram um teste massivo em grupos de risco na cidade de Ho Chi Minh e introduziram novas medidas de distanciamento social para impedir o aumento de casos que, na cidade, estavam vinculados a uma missão cristã.

 

Eles também decidiram fechar restaurantes e bares e interromper os eventos religiosos pelos próximos 15 dias.

 

De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, houve apenas 47 mortes relacionadas ao coronavírus no Vietnã.

 

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Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

 

Os chamados passaportes de vacinação contra a COVID-19 estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países.

O sistema de controle tem como objetivo garantir o trânsito de pessoas imunizadas e fomentar o turismo e a economia.  


Especialistas dizem que os passaportes de vacinção impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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