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Estado de Minas INTERNACIONAL

Turistas já podem se vacinar contra a COVID em Nova York

Prefeito Bill de Blasio afirmou que a autorização do governo estadual já foi concedida e que fará postos de vacinação para viajantes em pontos turísticos


11/05/2021 14:40 - atualizado 11/05/2021 15:49

A ideia da prefeitura de Nova York é instalar vans na Times Square e em pontos turísticos da cidade para vacinar turistas(foto: Angela Weiss/AFP)
A ideia da prefeitura de Nova York é instalar vans na Times Square e em pontos turísticos da cidade para vacinar turistas (foto: Angela Weiss/AFP)

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse nesta terça-feira, 11, que a cidade está pronta para vacinar turistas. Ele prometeu a vacinação de visitantes na última sexta-feira, mas precisava da autorização do governo estadual para isso – o que, segundo ele, já ocorreu.

Questionado sobre o assunto por repórter da GloboNews em Nova York, o prefeito se solidarizou com a situação da pandemia no Brasil e disse que quer ajudar "todas as pessoas" que estão na cidade, ainda que apenas como viajantes.

"Queremos que todos estejam seguros e obviamente meu coração está com o povo do Brasil. Houve tanta dor, tanta dificuldade", disse.

"Mesmo alguém que está temporariamente conosco, queremos ajudar. Então, estou animado para dizer que a vacinação para turistas está pronta para ir em frente", afirmou De Blasio.

A ideia da prefeitura de NY é instalar vans na Times Square e em pontos turísticos da cidade e vacinar turistas com o imunizante da Johnson & Johnson, que é de dose única.

Bill de Blasio, prefeito de Nova York:
Bill de Blasio, prefeito de Nova York: "Mesmo alguém que está temporariamente conosco, queremos ajudar. Então, estou animado para dizer que a vacinação para turistas está pronta para ir em frente" (foto: Michael M. Santiago/Getty Images/AFP)


"O Estado já aprovou. Então isso é algo que já estamos fazendo. Estamos criando oportunidades de vacinação móvel para turistas em algumas partes da cidade de Nova York, nos lugares que os turistas adoram ir. Faz parte das boas-vindas de volta à cidade de Nova York", disse De Blasio.

Restrição a pessoas vindas do Brasil e outros países continua nos EUA

Viajantes que estão no Brasil, no entanto, continuam proibidos de entrar nos EUA. Desde maio de 2020, o governo americano proíbe a entrada de passageiros que estiveram no país nos 14 dias que antecedem a chegada aos EUA.

A restrição foi estabelecida pelo então presidente dos EUA Donald Trump e mantida pelo presidente Joe Biden, diante do alto número de casos de COVID-19 no Brasil.

China, Irã, Reino Unido, Irlanda, 26 países europeus, África do Sul e Índia estão na mesma situação do Brasil. Os americanos tentam negociar com europeus e britânicos a possibilidade de aceitar viajantes destes países que já estejam vacinados.

"Eu não acredito nisso (que contribuintes se incomodarão). Quando dizemos turistas, falamos de turistas dos EUA e de outros países. Queremos eles de volta. É parte vital da economia da cidade de NY"

Bill de Blasio, prefeito de Nova York



Saída é quarentena em outro país

Muitos brasileiros ou europeus que querem entrar nos EUA, no entanto, encontram como saída a quarentena em um terceiro país.

Viajantes brasileiros e europeus ficam por 14 dias em um terceiro local, como o México, e após esse período conseguem entrar nos Estados Unidos, desde que tenham visto válido e cumpram outros requisitos determinados pelas autoridades de saúde locais – como a apresentação de um teste de COVID-19 com resultado negativo.

Questionado se os moradores – e contribuintes – de Nova York se incomodariam com a aplicação em estrangeiros de vacinas pagas pelo governo americano, De Blasio disse que o turismo é vital para a economia da cidade.

"Eu não acredito nisso (que contribuintes se incomodarão). Quando dizemos turistas, falamos de turistas dos EUA e de outros países. Queremos eles de volta. É parte vital da economia da cidade de NY", afirmou De Blasio.

O prefeito disse ainda que a vacinação de turistas era algo inteligente e também generosa. "É o que somos como nova-iorquinos", disse.

 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

Restrição a pessoas vindas do Brasil e outros países continua nos EUA

Viajantes que estão no Brasil, no entanto, continuam proibidos de entrar nos EUA. Desde maio de 2020, o governo americano proíbe a entrada de passageiros que estiveram no país nos 14 dias que antecedem a chegada aos EUA.

A restrição foi estabelecida pelo então presidente dos EUA Donald Trump e mantida pelo presidente Joe Biden, diante do alto número de casos de COVID-19 no Brasil.

China, Irã, Reino Unido, Irlanda, 26 países europeus, África do Sul e Índia estão na mesma situação do Brasil. Os americanos tentam negociar com europeus e britânicos a possibilidade de aceitar viajantes destes países que já estejam vacinados.

"Eu não acredito nisso (que contribuintes se incomodarão). Quando dizemos turistas, falamos de turistas dos EUA e de outros países. Queremos eles de volta. É parte vital da economia da cidade de NY"

Bill de Blasio, prefeito de Nova York



Saída é quarentena em outro país

Muitos brasileiros ou europeus que querem entrar nos EUA, no entanto, encontram como saída a quarentena em um terceiro país.

Viajantes brasileiros e europeus ficam por 14 dias em um terceiro local, como o México, e após esse período conseguem entrar nos Estados Unidos, desde que tenham visto válido e cumpram outros requisitos determinados pelas autoridades de saúde locais – como a apresentação de um teste de COVID-19 com resultado negativo.

Questionado se os moradores – e contribuintes – de Nova York se incomodariam com a aplicação em estrangeiros de vacinas pagas pelo governo americano, De Blasio disse que o turismo é vital para a economia da cidade.

"Eu não acredito nisso (que contribuintes se incomodarão). Quando dizemos turistas, falamos de turistas dos EUA e de outros países. Queremos eles de volta. É parte vital da economia da cidade de NY", afirmou De Blasio.

O prefeito disse ainda que a vacinação de turistas era algo inteligente e também generosa. "É o que somos como nova-iorquinos", disse.


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