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Estado de Minas CORONAVÍRUS

COVID: anticorpos permanecem no sangue no mínimo oito meses, diz estudo

Estudo mostrou que os anticorpos permanecem no sangue 'independentemente da gravidade da doença, da idade dos pacientes, ou da presença de outras patologias'


11/05/2021 12:23 - atualizado 11/05/2021 12:43

(foto: AFP / Fred TANNEAU)
(foto: AFP / Fred TANNEAU)
Os anticorpos que neutralizam a COVID-19 permanecem no sangue por pelo menos oito meses depois do contágio - revela um estudo italiano publicado nesta terça-feira (11/5).

Esta é uma observação registrada "independentemente da gravidade da doença, da idade dos pacientes, ou da presença de outras patologias", afirma o estudo realizado pelo prestigioso Hospital San Raffaele de Milão (norte), em colaboração com o Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão que assessora o governo em matéria de saúde pública.

"A presença de anticorpos, mesmo que diminuam com o tempo, é muito persistente", aponta o estudo.

Oito meses após o diagnóstico, apenas três pacientes de um total de 162 não testaram positivo para anticorpos, explicaram o San Raffaele e o ISS em um comunicado conjunto.

Os pesquisadores italianos consideram que a presença precoce destes anticorpos é "fundamental para combater com sucesso o contágio, uma vez que quem não os produz nas duas primeiras semanas depois do contágio corre um maior risco de desenvolver formas graves de COVID-19", ressaltaram.

O estudo foi realizado pela Unidade de Evolução e Transmissão Viral do Hospital San Raffaele, em colaboração com pesquisadores do Instituto de Pesquisa em Diabetes da mesma entidade. O grupo desenvolveu um teste específico para anticorpos, usando técnicas empregadas para o estudo de outros tipos de anticorpos desenvolvidos como resposta autoimune.

Graças às vacinas contra o HIV, os pesquisadores do San Raffaelle e do ISS também desenvolveram um novo método para avaliar os anticorpos que protegem contra o SARS-CoV-2.

Publicado nesta terça-feira na Nature Communications, este estudo permitiu "mapear, de forma quase exaustiva, a evolução, no tempo, da resposta de anticorpos à COVID-19", estimam o ISS e o San Raffaele.

O estudo foi realizado acompanhando 162 pacientes testados positivos para SARS-CoV-2 (67% deles homens, com idade média de 63 anos), que compareceram à emergência do San Raffaele durante a primeira onda da pandemia na Itália.

As primeiras amostras de sangue foram coletadas quando receberam o diagnóstico do contágio, em março-abril de 2020, e as últimas, no final de novembro de 2020.

Neste grupo, 57% sofriam de outra patologia além da COVID-19 no momento do diagnóstico. Os mais frequentes foram hipertensão (44%) e diabetes (24%).

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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