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Estado de Minas COVID-19

'Nenhuma vacina é 100% eficaz, os protocolos devem continuar', diz médica

Profissionais da saúde acima de 18 anos recebem nesta terça-feira (16/11) a dose de reforço


16/11/2021 15:00 - atualizado 16/11/2021 15:01

Enfermeira segurando seringa com vacina da Pfizer
Vacinação contra a COVID-19 (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Nesta terça-feira (16/11) pós-feriado prolongado, a vacinação contra a COVID-19 continua em Belo Horizonte, e os contemplados da vez são profissionais da saúde acima de 18 anos, para tomar a dose de reforço. A vacina aplicada é da fabricante Pfizer.
 
O posto drive-thru no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) localizado na Rua Paraíba, recebeu na manhã desta terça (16/11) médicos que foram tomar a dose extra,.
 
O perito médico Herculano Francisco Ferreira Kelles, de 67 anos, contou como se sente mais tranquilo ao tomar o reforço contra o vírus: “Os estudos apontam vantagem em tomar este reforço. Portanto, se eles apontam para esta vantagem, e se o governo disponibilizou uma vacina que é eficaz e eficiente, então, só cabe a gente tomar a vacina, e quantas doses forem necessárias”. 
 
Médico recebendo a terceira dose da vacina contra a COVID-19
Médico perito Herculano Francisco Ferreira Kelles, de 67 anos, recebe a terceira dose (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
 
 
Herculano Francisco comentou que é totalmente a favor da vacinação. “As evidências apontam que a vacina é a melhor solução até agora, pois está fazendo com que a pandemia diminua a força, e reduza consideravelmente o número de mortes e contaminações.”
 

Importância do SUS na pandemia

 
O médico perito destaca como o SUS foi e está sendo necessário nesta pandemia: “O Sistema Único de Saúde mostrou mais uma vez que é fundamental neste país. Criou o maior número de leitos nos momentos mais críticos da pandemia, atendeu ao máximo de pessoas contaminadas. Agora, com a vacinação, está levando os imunizantes aos locais mais improváveis, e oferecendo a vacina a toda a população”, destaca.
 
“Apesar do governo, é muito importante defender este sistema de saúde”, ressalta o profissional.
  
Quem também tomou a dose extra da vacina contra a COVID-19 foi a clínica geral Maria Regina Reis Cançado, de 62, que contou achar ótimo ter a dose de reforço. "Fiquei tão feliz em poder me proteger contra este vírus com as vacinas. Fui sempre no primeiro dia da convocação do meu grupo. Na segunda dose, cheguei a ficar cinco horas na fila, mas só saí de lá vacinada. Agora, tomei a terceira dose, e tomo quantas mais precisar”, comenta animada a médica.
 
Enfermeira aplica dose de reforço da marca Pfizer na médica clínica geral
Clinica Geral Maria Regina Reis Cançado, de 62 anos, também comemora a dose de reforço (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
  
 
Indagados se concordam que é necessário permanecer com os protocolos de segurança, mesmo após as doses da vacina, os entrevistados disseram concordar, e que é precoce falar em não uso de máscara neste momento.

“Os países que tiraram a obrigatoriedade do uso da máscara estão regredindo na pandemia, e alguns até voltaram ao estágio de lockdown, que é o fechamento completo de tudo. Acho que é melhor esperar que os dados e a OMS digam quando será a hora de abandonar as máscaras”, afirma Herculano.
 
A clínica geral também acredita que seja cedo para abandonar os protocolos, "Nenhuma vacina dá imunidade de 100% ao organismo. Com isso, é fundamental que as medidas de segurança continuem sendo seguidas para manter a pandemia sob controle.” 
 
“Para não acontecer como nos outros países que estão entrando novamente em regressão das contaminações, aqui no Brasil é preciso criar um protocolo de liberação gradual, seguindo os níveis de segurança de acordo com os dados da OMS”, completa Maria Regina.
 

Possibilidade da vacinação ser anual

 
Os médicos entrevistados têm a expectativa de que esta vacina entre para o calendário obrigatório de vacinação. “Segundo informações científicas, algumas farmacêuticas estão se preparando para que esta vacina da COVID, seja aplicada juntamente com a da gripe nos próximos anos, como a da Hepatite B e C que você toma uma única dose para os dois vírus”, acredita Herculano Francisco. 
 
Maria Regina acrescenta: “Acho que a vacinação deveria permanecer sim, e poderia ser até semestral, porque o reforço foi aplicado devido a estudos que comprovaram a perda de imunidade das duas primeiras doses, após seis meses de aplicação, em algumas faixas etárias”. 
 
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) reforça que os profissionais de saúde só poderão tomar o reforço, se o intervalo de aplicação da última dose já estiver completado cinco meses. 
 
De acordo com a PBH, para tomar as doses é necessário levar o cartão de vacina, CPF, comprovante de endereço em Belo Horizonte e documento oficial com foto.  
 
O horário de funcionamento dos locais de vacinação em dias úteis é das 8h às 17h para pontos fixos e extras e das 8h às 16h30 para pontos de drive-thru. 
 
Há também pontos de vacinação com horário noturno, que funcionam de segunda a sexta-feira. Confira os horários e endereços:
 
  • UFMG Campus Saúde (Escola de Enfermagem): avenida Professor Alfredo Balena, 190 - Santa Efigênia – Funcionamento das 12h às 20h;
  • Faculdade Pitágoras: rua dos Timbiras, 1.375 - Funcionários – Funcionamento das 8h às 20h;
  • UNA-BH: rua Aimorés, 1.451 - Lourdes – Funcionamento das 8h às 20h;
  • Faminas-BH: avenida Cristiano Machado, 12.001 - Vila Clóris – Funcionamento das 8h às 20h.
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz
 

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