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Estado de Minas PANDEMIA

Pacientes com sequelas de COVID terão tratamento especializado em Mariana

Os interessados terão que preencher um questionário e passar por triagem antes de receber atendimento


14/07/2021 17:23 - atualizado 14/07/2021 17:34

O atendimento aos pacientes será no Centro Especialidades - Previne, que tem um espaço destinado para a Reabilitação Pós-COVID(foto: Google Street View/Reprodução)
O atendimento aos pacientes será no Centro Especialidades - Previne, que tem um espaço destinado para a Reabilitação Pós-COVID (foto: Google Street View/Reprodução)
Pacientes com sequelas de COVID-19 em Mariana, Região Central de Minas Gerais, receberão tratamento especializado. Os interessados passarão por uma triagem após o preenchimento de um questionário, disponível nas redes sociais da prefeitura.
A Secretaria de Saúde de Mariana quer identificar a quantidade de pessoas que tiveram COVID-19 na cidade e ainda convivem com as sequelas da doença.

LEIA TAMBÉM: Depois de 68 dias na UTI, paciente agora luta contra as sequelas da COVID

No município, 8.735 pessoas estão recuperadas da doença, mas nem todas se livraram das complicações do coronavírus.
 
O questionário serve como pré-requisito para ter atendimento no Centro Especialidades - Previne, que tem um espaço destinado para a Reabilitação Pós-COVID.

Até essa terça-feira (14/07), já foram preenchidos 148 questionários de moradores da cidade que se queixam de sequelas da doença e começarão a ser atendidos na próxima semana.
 
De acordo com a Secretaria de Saúde de Mariana, será observada a intensidade dos sintomas pós-COVID – fadiga, cansaço, falta de energia, dores osteomusculares, perda de cabelo, falha na memória, distúrbios de sono, ansiedade, falta de concentração e fraqueza muscular, por causa da miosite. Também será observado o agravamento de doenças cardiovasculares, pulmonares e renais.
 
Após a triagem, a classificação de escalas de sintomas e complicações servirá para identificar as prioridade de atendimento dos pacientes que serão encaminhados para as especialidades médicas destinadas somente para esses atendimentos.
 
De acordo com a médica responsável pela elaboração do questionário, Janine Dias Alves, geralmente os pacientes têm até 12 semanas de pós-COVID, mas podem sofrer dos sintomas até um ano depois da doença e, além disso, podem ter desenvolvido outras doenças.
 
“O paciente também pode ficar diabético depois da COVID-19 se ele estiver sobrepeso ou alimentação limitada. Também pode adquirir doenças respiratórias, embolias no cérebro, no coração, no rim e na perna”.
 
Busca por atendimento
 
A comerciante Poliane Lube, de 33 anos, ainda não sabe o grau da gravidade dos sintomas que persistem na vida dela e da filha de 6 anos, Valentina Lube, que testaram COVID-19 em dezembro de 2020 após sentirem falta de paladar, olfato, fortes dores na cabeça e nas pernas.

Até hoje as dores na cabeça e nas pernas persistem na mãe e na filha.
 
“Estava de licença maternidade, meu bebê de 2 meses não apresentou sintomas e por isso não foi testado, mas nós duas até hoje sofremos com o pós-COVID, que me deixou dores e queda dos cabelos. Agora vamos preencher o questionário e descobrir o que temos de fato”.
 
Com a implantação da Reabilitação Pós-COVID, ela pretende preencher os questionários e acredita que a procura pelo serviço será grande na cidade.
 
“A COVID-19 é uma doença misteriosa. Por isso é importante fazer o cadastro, porque é uma doença que a gente não conhece e é importante ir a fundo e ver como será a reação dela no nosso organismo no futuro”.
 
Também com dúvidas sobre as consequências da doença no organismo, Letícia Lopes, de 42 anos, teve diagnóstico confirmado de COVID-19 em março de 2021, no mesmo dia em que o primo foi enterrado. Ele ficou 23 dias internado e morreu por causa da doença.
 
“O dia 13 de março me marcou, é difícil perder um parente e saber que está diagnosticada com a mesma doença que o levou. Não precisei de ser hospitalizada, fiz o tratamento em casa, mas até hoje sinto dores de cabeça e muita falta de ar e ritmo cardíaco acelerado”.
 
A moradora de Mariana conta que a implantação da Reabilitação Pós-COVID será importante para a população, que vê no SUS a única forma de cuidar da saúde.
 
“A pandemia afetou não só a saúde física, mas a financeira. Estou desempregada e a reabilitação me dará forças para continuar a vida em um novo emprego”.

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