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Estado de Minas CASO LORENZA

Médicos que atestaram o óbito da mulher do promotor são indiciados

Eles serão acusados de falsidade ideológica por colocarem informações inverídicas no documento


30/04/2021 19:10

Segundo o laudo do IML, não foi encontrado resíduos no pulmão de Lorenza, o que descarta a informação do atestado de morte pneumonite e aspiração de alimento ou vômito(foto: Reprodução do Facebook e MPMG/Divulgação)
Segundo o laudo do IML, não foi encontrado resíduos no pulmão de Lorenza, o que descarta a informação do atestado de morte pneumonite e aspiração de alimento ou vômito (foto: Reprodução do Facebook e MPMG/Divulgação)

Além do promotor André Luiz Garcia de Pinho, acusado de ter matado sua mulher, Lorenza Maria Silva de Pinho, no dia 2 de abril, no apartamento em que o casal morava com os cinco filhos, o Ministério Público de Minas Gerais também indiciou os médicos Itamar Tadeu Cardoso e Alexandre Maciel.


Segundo o delegado Alexandre Fonseca, o atestado de óbito emitido pelos médicos Itamar e Alexandre indica que a morte teria acontecido por pneumonite e aspiração de alimento ou vômito. No entanto, salienta ele, não foi encontrado qualquer resíduo no pulmão.

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Isso indica, segundo o delegado, que houve falsidade ideológica. “Lá está escrito que havia, quando os médicos chegaram, atividade elétrica, o que acontece somente quando ainda há vida, mas, no caso, Lorenza já estava morta. São dados inverídicos.”

O exame de corpo de delito concluiu, ainda, que existia dosagem de substâncias químicas no corpo.

 

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O promotor de justiça Cláudio Maio de Barros ressalta que o laudo do IML é oficial, por se tratar do órgão oficial da Polícia Civil de Minas Gerais para cuidar de autópsias. E que neste fica bem claro que houve uma hemorragia na coluna cervical, e que essa ação só acontece quando a pessoa está ainda com vida. “O socorro só chegou com ela morta”.

 

E contesta o laudo usado pela defesa, que contratou um médico perito, que, segundo o promotor, não teve acesso ao corpo em momento algum e que somente viu o laudo.

 

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Feminicídio é o nome dado ao assassinato de mulheres por causa do gênero. Ou seja, elas são mortas por serem do sexo feminino.

O Brasil é um dos países em que mais se matam mulheres, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O país ocupa, desde 2013, o 5º lugar no ranking de homicídios femininos numa lista que inclui 83 países.

A tipificação desse tipo de crime é recente no Brasil. A Lei do Feminicídio (Lei 13.104/15) entreou em vigor em 9 de março de 2015.

O feminicídio é o nível mais alto da violência doméstica. É um crime de ódio, o desfecho trágico de um relacionamento abusivo.

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