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Estado de Minas VIOLÊNCIA

Mulher fica pendurada em telhado ao fugir das agressões do companheiro

Casal voltava de passeio quando o homem pegou um pedaço de pau e perseguiu a companheira. Ao tentar fugir, ela quase caiu de uma altura de 8 metros


13/04/2021 09:59 - atualizado 13/04/2021 10:07

Jovem de 24 anos foi transferida para o Hospital João XXIII, em BH(foto: Marcos Michelin/EM/DA Press)
Jovem de 24 anos foi transferida para o Hospital João XXIII, em BH (foto: Marcos Michelin/EM/DA Press)
Uma jovem de 24 anos precisou ser levada ao Hospital João XXIII após sofrer fratura e outros ferimentos, após ser agredida pelo companheiro, de 21 anos, em Jaboticatubas, na Grande BH. Para tentar escapar, ela pulou janelas e telhados de vizinhos, e acabou pendurada em uma das estruturas. Ela precisou ser socorrida pela polícia e vizinhos. O homem ainda não foi localizado. 

O caso ocorreu no início da noite dessa segunda-feira (12/4), no Bairro São Benedito. Segundo a Polícia Militar (PM), uma testemunha contou que o casal e amigos estiveram em um rio na região. Na volta, o suspeito começou a caminhar na frente do grupo até sumir de vista. Quando se aproximaram da casa deles, o homem mandou que os outros fossem embora e chegou na porta com um pedaço de madeira com uma ponta de metal. Ele queria agredir a companheira. 

Assustada, a jovem fugiu para a casa de uma amiga e começou a ligar para a PM pelo celular. No entanto, o agressor ouviu a voz dela e invadiu o imóvel, a procurando por todos os cômodos. Desesperada, ela pulou a janela e foi parar no telhado de uma casa mais abaixo. Ela acabou alcançada pelo companheiro, que a agrediu com pauladas e socos. 

Uma vizinha que flagrou a ação tentou impedi-lo jogando uma vassoura e outros objetos sobre ele, mas não adiantou. Ao saber que a polícia estava chegando, o homem saiu correndo e não foi mais visto. 

Temendo que o companheiro voltasse, a jovem pulou sobre outra laje para ver se conseguia chegar à rua. No entanto, ela acabou quebrando telhas e ficando presa em um beiral. Por sorte, um homem que estava lá conseguiu segurá-la pela mão, impedindo que ela caísse de uma altura de 8 metros.

Foi essa a situação encontrada pela polícia quando chegou ao local. Com o apoio de um bombeiro civil e moradores, eles conseguiram resgatar a vítima e colocá-la em uma maca. 

Com uma fratura no braço esquerdo, lesões na cabeça e no queixo, ela foi levada de ambulância à Fundação Hospitalar Santo Antônio, que fica no município e, de lá, transferida para o hospital da capital. 

Discussão


De acordo com a Polícia Militar, uma das testemunhas disse que a vítima e o agressor beberam nesse passeio ao rio e essa mesma pessoa informou que o casal usa drogas. 

Na versão dela, o homem não estava consumindo entorpecentes, mas a vítima sim, e o cobrava para ele comprar para ela, o que teria motivado a briga.

A vítima, por sua vez, contou à polícia que o homem é muito ciumento e que ela não sabe o motivo das agressões.

O local do crime passou por perícia. Viaturas fizeram buscas pelo suspeito, mas até o encerramento da ocorrência ele não havia sido localizado. O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Jaboticatubas. 

O que é feminicídio?

Feminicídio é o nome dado ao assassinato de mulheres por causa do gênero. Ou seja, elas são mortas por serem do sexo feminino.

O Brasil é um dos países em que mais se matam mulheres, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O país ocupa, desde 2013, o 5º lugar no ranking de homicídios femininos numa lista que inclui 83 países.
A tipificação desse tipo de crime é recente no Brasil. A Lei do Feminicídio (Lei 13.104/15) entreou em vigor em 9 de março de 2015.

O feminicídio é o nível mais alto da violência doméstica. É um crime de ódio, o desfecho trágico de um relacionamento abusivo.

O que é relacionamento abusivo e como sair dele?

Especialistas ensinam a identificar sinais de uma relação abusiva, falam sobre sua origem e explicam porque a violência doméstica é questão de saúde pública.

Como fazer denúncia de violência contra mulheres

  • Para denunciar e/ou buscar ajuda, ligue 180
  • Em casos de emergência, ligue 190

Saiba o que é a cultura do estupro

O Brasil tem um caso de estupro a cada oito minutos. Ao contrário do que o senso comum nos leva a acreditar, a violência contra as mulheres nem sempre ocorre de forma explícita.

Os abusos podem começar cedo, ainda na infância. Para tentar entender as origens dessa brutal realidade, o Estado de Minas ouviu especialistas em direito da mulher, ciências social e política, psicologia, filosofia e comunicação para mostrar como a cultura do estupro, da pornografia e da pedofilia fazem parte da nossa sociedade e estimulam, direta e indiretamente, esse ciclo de violência contra mulheres e crianças.

Como a pornografia distorce o sexo e incita violência contra mulheres


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