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Estado de Minas LEVANTAMENTO

COVID-19: 2 cidades mineiras estão em ranking das menores taxas de mortes

Estudo avalia letalidade da doença nas cidades com mais de 100 mil habitantes; uma delas é Montes Claros, onde ocupação hospitalar diminuiu após isolamento


27/03/2021 16:47 - atualizado 29/03/2021 08:27

Com medidas de isolamento social, procura para internações diminuiu em hospitais de Montes Claros(foto: Ascom/Unimontes)
Com medidas de isolamento social, procura para internações diminuiu em hospitais de Montes Claros (foto: Ascom/Unimontes)
Dois municípios de Minas Gerais  estão entre as 10 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes com as menores taxas de mortalidade da COVID-19: Ribeirão das Neves (338,19 habitantes), na Região Metropolitana de Belo Horizonte; e Montes Claros (413,47 mil habitantes), no Norte de Minas. A cidade-polo do Norte do estado também conseguiu amenizar o problema da superlotação hospitalar na sexta-feira (26/3), após o endurecimento das medidas de isolamento social contra a propagação do coronavírus.
 
O estudo, elaborado pela Consultoria Macroplan e publicado pela Revista Exame, mede a relação entre os óbitos do coronavirus por 100 mil habitantes nas maiores cidades brasileiras. O ranking é liderado por Petrolina (PE), com a taxa acumulada de 65,3 mortes por 100 mil moradores desde o início da pandemia. Manaus está na outra ponta (100ª posição), com o índice de 371,4 mortes por 100 mil pessoas. Belo Horizonte aparece em 17º, com a taxa de 113,7 mortes por 100 mil moradores.

Ribeirão das Neves é a terceira colocada no levantamento, com a taxa de 86 óbitos de pacientes da COVID-19 por 100 mil habitantes. Um fato que chama atenção é que a mesma Ribeirçao das Neves aparece em outro extremo (100º lugar) quando se avalia a relação entre a disponibilidade de de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a população. A taxa na cidade da RMBH é de apenas 2,96 leitos de UTI por 100 mil habitantes.
 
De acordo com o último boletim epidemiológico da Prefeitura de Ribeirão das Neves, de sexta-feira (26/3), o município tem 10.021 casos registrados da COVID-19, totalizando 292 mortes provocadas pela doença respiratória.
 
Montes Claros ficou em quarto lugar no ranking, com o índice de 102,1 mortes por 100 mil habitantes.

No dia 2 de março, o município alcançou a ocupação máxima de leitos clínicos e de UTI para pacientes da COVID-19. Desde então, a prefeitura da cidade começou a adotar medidas duras de isolamento social, com o objetivo de conter o avanço do vírus e diminuir a pressão sobre os serviços de saúde. As medidas foram implementadas até mesmo da entrada do município na onda roxa (o que ocorreu em 7 de março), a mais restritiva do Programa Minas Consciente, do Governo do Estado.
 
Na última sexta-feira, os hospitais de Montes Claros tiveram um “alívio” na sobrecarga hospitalar. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a taxa de ocupação dos leitos de UTI para o coronavirus, que ficou acima de 100% vários dias, reduziu para 92% enquanto a ocupação de leitos clínicos está em 89%. O índice de ocupação de leitos clínicos particulares e convênios também diminuiu: 79%. 
 

Conscientização dos moradores  

 
“Tomamos todas as providências de combate e conscientizaçãoda população desde o ano passado, ou seja desde o início da pandemia. Estamos mantendo um serviço de saúde eficiente, oferecendo os primeiros atendimentos e com monitoramento”, afirma o prefeito de Montes Claros, Humberto Souto (Cidadania), ao falar das ações do município para reduzir a letalidade provocada pela COVID-19. 
 
“Fizemos de um tudo um pouco: ótimo numa parte, bom em outras e regular (em outras) dentro da nossa possibilidade. Tivemos a dedicação de todos com muita austeridade e muito respeito ao doente”, assegura Souto.
 
“Enfim, não vencemos completamente a doença pelas próprias carências da cidade , mas conseguimos até hoje nós mantermos entre os melhores no trabalho contra a pandemia. Ao longo de um ano usamos todos os recursos possíveis seguindo sempre as recomendações de médicos e especialistas”, conclui o prefeito de Montes Claros.

Até agora, de acordo com os últimos dados do setor de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura, Montes Claros tem 25.433 casos do coronavirus, totalizando 501 mortes provocadas pela doença.

Na sexta-feira, foram registradas na cidade mais nove mortes pela COVID-19, sendo na véspera, foram confirmadas 22 mortes, a maior quantidade de óbitos registrados no município em um único dia, desde o começo da pandemia.

Falta de medicamentos do kit intubação

Na tarde deste sábado (27/3), Montes Claros foi citada em telejornal de uma rede nacional de TV por causa da gravidade da falta de medicamentos para sedação de pacientes graves do coronavirus.
 
De acordo com a reportagem, o gabinete da Procuradoria-Geral da República (PGR) responsável pelo acompanhamento da pandemia solicitou ao Ministério da Saúde “providências” urgentes para solucionar o problema dos baixos estoques do “kit intubação” em Montes Claros nos estados do Rio Grande do Norte, Piauí e do Pará. 
 
Também na tarde deste sábado, ouvido pelo Estado de Minas, o prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, disse que recebeu a informação do governo estadual de que a Secretaria de Estado de Saúde já recebeu os medicamentos do “kit intubação” do Ministério da Saúde e que “está coordenando” a operação para a entrega dos insumos nos municípios.
 
Ele revelou também que o governo estadual solicitou um relatório dos hospitais da cidade sobre a situação dos seus estoques para fazer novas remessas de medicamentos a partir deste sábado.
 

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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