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Estado de Minas COVID-19

UFMG: índices de mortes por região devem orientar prioridades de vacinação

Estudo coordenado pela UFMG mostrou maior risco entre idosos e moradores de áreas de maior vulnerabilidade social


24/03/2021 15:51 - atualizado 24/03/2021 17:47

Vista do Aglomerado Santa Lúcia(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Vista do Aglomerado Santa Lúcia (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Os índices de mortalidade durante a pandemia do novo coronavírus foram mais altos nas áreas de maior vulnerabilidade social. Foi o que o estudo conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) publicado nessa terça-feira (23/3) indicou. Portanto, de acordo com a pesquisa, essas pessoas devem ganhar prioridade na escala de vacinação.

O estudo epidemiológico comprovou maior mortalidade por causas naturais e por COVID-19, entre março e outubro do ano passado, conforme o Índice de Vulnerabilidade em Saúde (IVS).

O índice que leva em conta as variáveis saneamento, coleta de lixo, abastecimento de água, alfabetização e cor da pele. As áreas são classificadas de acordo com baixo, médio e elevado risco social.

“A pandemia não atinge a população da mesma forma e está escancarando ainda mais a desigualdade brasileira. Pessoas idosas e com maior vulnerabilidade social são as mais atingidas. Por isso, considerando os grupos prioritários, devemos privilegiar a distribuição da vacina em áreas de média e alta vulnerabilidade social”, afirma a professora Deborah Carvalho Malta, da Escola de Enfermagem da UFMG, uma das responsáveis pela pesquisa.

Gráfico relaciona mortalidade por covid-19 e situação de vulnerabilidade social(foto: Reprodução/UFMG )
Gráfico relaciona mortalidade por covid-19 e situação de vulnerabilidade social (foto: Reprodução/UFMG )


Local de moradia


O local de moradia em Belo Horizonte também se mostrou fator preponderante. A taxa média de mortalidade foi de 292,3 por 100 mil residentes entre idosos (60 anos ou mais). As taxas foram de 179,2, no setor de baixa vulnerabilidade, 353,6 (média) e 472,6 (vulnerabilidade elevada e muito elevada).

Ainda de acordo com o estudo, essas diferenças se mantêm entre idosos de 60-74 e 75 anos ou mais. Os números bem mais que dobram na comparação entre setores de baixa e elevada vulnerabilidade.

“As taxas de mortalidade padronizadas para a idade evidenciaram o aumento do risco de morte conforme aumenta a vulnerabilidade social. Os idosos que residem nessas áreas correm maior risco de exposição ao vírus, porque precisam usar o transporte público, moram com parentes que trabalham em serviços essenciais, têm acesso mais dífícil aos serviços de saúde e maior número de comorbidades, o que aumenta a letalidade por COVID-19”, afirma Deborah Malta.

A pesquisa foi feita com a participação de pesquisadores e gestores da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte (SMS-BH) e da organização global de saúde pública Vital Strategies. 

 

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

 

 

 


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