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Estado de Minas ALERTA

Período chuvoso: bombeiros promovem simulado de prevenção

Ações coordenadas pela corporação e outras autoridades da Grande BH visam diminuir os riscos à vida causados com as chuvas


15/12/2020 16:41 - atualizado 15/12/2020 17:11

Simulado contou com a presença de diversas autoridades(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A. Press)
Simulado contou com a presença de diversas autoridades (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A. Press)

Alagamentos, enchentes e deslizamentos. O período chuvoso, considerado de outubro a março, é sempre um problema para quem mora em áreas de risco. Para superar esses desafios é importante adotar comportamentos preventivos, como foi feito nesta terça-feira (15/12), em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Por lá, a população ribeirinha que vive às margens do Rio das Velhas no Bairro Pantanal participou de um simulado com o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Guarda Civil Municipal, Defesa Civil de Santa Luzia, prefeitura e secretarias de Saúde, Obras, Desenvolvimento Social e Comunicação.


“Queremos estabelecer essa cultura de prevenção. Da mesma forma que fazemos nas avenidas Vilarinho, Cristiano Machado e Bernardo Vasconcelos, por exemplo, que são pontos críticos em BH, também estamos levando esses simulados para outros municípios”, explica o tenente Rodrigo Turci, chefe da seção de Planejamento do 3º Batalhão de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

De acordo com o militar, são cerca de 1.200 moradores que vivem naquele bairro. “Todas as vezes que tem chuva forte, acaba acarretando em alagamento, inundações e a população sofre. Sem contar o risco à vida”, disse o tenente. 

Período chuvoso é perigoso para população ribeirinha(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A. Press)
Período chuvoso é perigoso para população ribeirinha (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A. Press)


O plano de contingência dos órgãos institui maneiras de comunicar a esses moradores com antecedência a necessidade de sair de suas casas por causa da possibilidade de cheia do rio ou outros riscos ligados às chuvas. Eles serão informados via Whatsapp e por carro de som. Um ponto de encontro seguro também foi definido pelas autoridades.

“O simulado é para estabelecer um mecanismo de alerta que também faça com que a gente se desloque antecipadamente. Paralelamente fizemos um levantamento para ter noção de quantas pessoas têm dificuldade de locomoção para saber e ir de imediato nesses endereços em caso de alguma ocorrência”, informou Turci.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o simulado também foi transmitido virtualmente para evitar aglomerações. Os bombeiros ainda distribuíram máscaras e álcool em gel aos participantes.


“O simulado é importantíssimo, mas não é do dia pra noite. Estamos trabalhando e hoje conseguimos efetivá-los com uma abrangência boa. Tem o aspecto educacional, significa que é o ponta pé inicial. Em suma, o trabalho vai surtir um efeito a longo prazo. Vamos aos poucos tentar consolidar essa cultura preventiva”, defende tenente Turci.

Chuvas em Santa Luzia

A cidade palco do simulado desta terça-feira convive com cenário de enchentes não é de hoje. Em janeiro de 2016, a cheia do Rio das Velhas assustou moradores, pois o curso d'água que corta a cidade da Grande BH subiu muito durante a madrugada.

Em dezembro de 2018, a chuva provocou alagamentos e a entrada do distrito industrial, também próxima ao Rio da Velhas, foi alagada. No Bairro Indulipê, uma idosa precisou ser resgatada de casa. 

Em janeiro deste ano, a chuva causou novamente estragos e a Ponte Velha precisou ser interditada pela Defesa Civil por medida de segurança. Os rios e córregos subiram muito e causaram pontos de alagamento nos bairros Pantanal, Vila Íris e Boa Esperança. 

Prevenção em Sabará

A série de simulados que começou em 27 de novembro terá a próxima ação no Centro de Sabará, na Avenida Prefeito Victor Fanni. A ação será na quinta-feira (17/12) a partir das 10h.

A cidade também sofre constantemente com as chuvas. Em janeiro de 2016, Sabará foi a primeira cidade de Minas a decretar emergência por causa dos estragos causados pelo encharcamento do solo. Pelo menos 15 famílias tiveram que deixar suas casas depois de um deslizamento de terra.

Após o transbordamento do Rio das Velhas, em janeiro deste ano, pelo menos 800 pessoas ficaram desalojadas.


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