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Estado de Minas ALERTA

Retorno das aulas presenciais pode colocar pelo menos um milhão de mineiros em risco, aponta estudo

Estudo da Fiocruz contabilizou total de adultos e idosos do grupos de risco da COVID-19 que residem com crianças e adolescentes de 3 a 17 anos


27/07/2020 11:51 - atualizado 27/07/2020 17:12

Situação das aulas presenciais ainda é incerta(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 31/8/18)
Situação das aulas presenciais ainda é incerta (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 31/8/18)
Mais de um milhão de mineiros podem ser colocados em risco caso haja o retorno das aulas presenciais no estado, aponta estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Por meio de dados do IBGE, o levantamento contabilizou o total de adultos com comorbidades e de idosos que residem com pelo menos uma pessoa em idade escolar, de 3 a 17 anos.

O estudo não leva em consideração outras pessoas envolvidas na atividade escolar, como professores, inspetores, faxineiros, cantineiros e demais profissionais - o que torna o número de pessoas em risco ainda maior. Até esta segunda-feira (27), Minas Gerais já tinha mais de 113 mil casos de COVID-19, com 2.461 mortes.

Minas Gerais é o segundo estado do país com maior número de pessoas que podem ficar em situação de risco com o retorno das aulas. No total, são cerca de 403 mil adultos de 18 a 59 anos com diabetes ou doenças do coração ou do pulmão que residem em Minas Gerais no mesmo domicílio de um menor de 3 a 17 anos; além de cerca de 622 mil idosos, de 60 anos ou mais, com comorbidades ou não, que estão na mesma situação.

A infectologista e mestre em saúde pública, Luana Araújo, classifica o retorno das aulas presenciais como "um risco adicional que não sabemos se vale a pena ser corrido".

"A situação é mais complexa que aglomeração de crianças. Tem todo um contexto de transporte, contato com adultos. O nosso sistema de saúde ainda está bem sobrecarregado, sem perspectiva de descida da curva. Retomar as aulas presenciais é uma decisão complexa, com efeitos que ainda não compreendemos bem e em uma situação que a saúde pública provavelmente tenha dificuldade de suportar acréscimos", defende.

Araújo ainda destaca como a retomada das aulas trará diferentes impactos para alunos da rede pública e da particular. "As crianças de situação socioeconômica mais frágeis ficarão muito mais vulneráveis, já que moram em residências menores, dependem de transporte público, têm menos acesso ao sistema de saúde. Envolve muito mais que só as famílias envolvidas, mas todo o contexto social", completa.

Informações sobre a transmissibilidade da doença entre crianças também deve ser um fator que, para Araújo, deve ser observado com cautela. "Um estudo sério mostra que crianças abaixo de dez anos seriam transmissores pouco eficientes de COVID-19, mas que adolescentes entre 10 e 15 já transmitiriam a doença de forma semelhante a um adulto. Ainda estamos aprendendo como a doença funciona, mas isso deve ser levado em consideração", conclui.
 
Desde maio, a rede estadual de ensino de Minas Gerais está oferecendo aulas para os alunos via televisão e Internet. Apesar dos rumores, ainda não há previsão de retorno para as atividades presenciais.
 

No Brasil


O estudo completo da Fiocruz ainda mostra que mais de 9 milhões de adultos e idosos brasileiros residem com crianças e adolescentes de 3 a 17 anos e ficariam em risco com o retorno das aulas. Isso representa 4,4% do total da população do país ou, ainda, um número aproximado ao total de habitantes de Belo Horizonte e Rio de Janeiro somados. 
 

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

 


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