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Estado de Minas Saúde

Infectologista de BH sobre a Ômicron: 'Não vale a pena correr nenhum risco'

O médico diz ainda não ser possível afirmar se a cepa é mais ou menos transmissível em relação às demais variantes e pede cautela para as festas de fim de ano


02/12/2021 15:26 - atualizado 02/12/2021 16:04

Ômicron
Transmissibilidade da Ômicron ainda não foi confirmada, porém os cuidados e precauções devem ser mantidos, principalmente com a chegada das festas de fim de ano (foto: Pixabay )

 

A variante Ômicron está sendo motivo de preocupação no mundo inteiro. No Brasil, foram confirmados até o momento três casos da nova cepa: um homem e uma mulher que vieram da África do Sul e um homem que veio da Etiópia, e desembarcaram em São Paulo. Em Belo Horizonte, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) deve entregar o resultado de exame de uma mulher recém-chegada do Congo, com suspeita de estar com a variante, nesta sexta-feira (3/12).

 

Para o médico Estevão Urbano, coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Vila da Serra e presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, ainda há poucas evidências preliminares sobre a cepa B.1.1529, não sendo possível afirmar se é mais ou menos transmissível em relação às demais variantes. Por não saber seu impacto, o especialista pede que as pessoas sejam conscientes sobre os riscos da aglomeração no Natal e Ano Novo.

 

“Aparentemente, é uma cepa que se transmite mais, porém não se sabe se é mais agressiva. Também não é possível prever o impacto que a Ômicron produz sobre as vacinas, se diminui a ação de algumas delas. São necessários mais estudos para entendermos o comportamento desse vírus e a real gravidade dessa nova variante”, declara.

 

O infectologista reforça que é imprescindível manter os cuidados para evitar a contaminação do novo coronavírus, como distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos, e ter muita cautela com as festas de fim de ano que se aproximam. “Festas grandes resultam em aglomeração e pessoas sem máscaras, portanto, não vale a pena correr nenhum risco, seja leve ou moderado, que possa elevar novamente os patamares da COVID-19”, recomenda.

 

* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  

 

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