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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Hulk: o ódio no Brasil está matando o futebol

A função do jornalista sério e isento, é alertar sobre o que deve ser feito e mostrar que contra fatos não há argumentos


28/04/2021 12:57 - atualizado 28/04/2021 13:33

Hulk comemora um dos dois gols que marcou na vitória contra o América de Cali(foto: Pedro Souza / Atlético)
Hulk comemora um dos dois gols que marcou na vitória contra o América de Cali (foto: Pedro Souza / Atlético)


Hulk fez os dois gols na vitória sobre o América de Cáli, e saiu de contestado, do inferno para o Céu. Sim, esse é o torcedor brasileiro, que julga e analisa por 49 minutos, já que ele só entrou no segundo tempo. Se estava mal havia vários jogos, “que se dane”, pensa o passional. O importante é que ele garantiu os 3 pontos. Sugeri ao presidente, Sérgio Coelho, sentar-se com Hulk e rescindir seu contrato. Um atleta que ganha R$ 1,3 milhão, livres, mensalmente, não pode produzir tão pouco. Aos 34 anos, depois de 5 anos na China, perdeu a explosão e a velocidade, e já pensa em se transformar em centroavante, uma posição em que não precisará correr tanto.

Quem analisa futebol tem que ver o conjunto da obra. Hulk tem 49 jogos oficiais pela Seleção Brasileira e nenhum gol marcado. Foi protagonista no Porto, atuou pelo Zenit da Rússia e fechou o ciclo no exterior na China, onde não há competitividade, e se joga e treina muito pouco. Para quem não sabe, ainda assim, fui a favor da contratação dele. Porém, não posso fechar os olhos, diante da realidade que mostra um jogador absolutamente comum, custando uma fortuna.

Essa paixão louca dos atleticanos, que transformam “vilões em heróis”, em 49 minutos, ou “heróis em vilões”, pelo mesmo período, com certeza é um dos motivos de o time não ganhar tantos títulos. A realidade nua e crua é que o Atlético gastou R$ 300 milhões em jogadores medianos, exceto Nacho Fernández. O time cantado em verso e prosa como o melhor do Brasil só existia na cabeça de quem não enxerga o futebol e é cego de amor.

Se Hulk marcar 2 gols por jogo, serei o primeiro a aplaudi-lo e elogia-lo. É assim que se trabalha. Porém, jamais deixarei de criticar sua péssima fase, quando ele não corresponder. Tem idiotas que acham que a gente torce contra por mostrar a verdade e por não ser chapa branca. Para esses eu digo que eu torço pela minha família e meus amigos, não por um bando de gente despreparada para a vida, que ganhou dinheiro, mas não tem berço.
A função do jornalista sério e isento, é alertar sobre o que deve ser feito e mostrar que contra fatos não há argumentos. Hulk foi covarde com Cuca, ao atingi-lo, publicamente, e sem razão. Pedir desculpas, depois disso é muito fácil. E, garanto, que se Hulk não tivesse marcado os gols da vitória do Galo, ontem, teria sido massacrado pelos odiosos das redes sociais.

O dirigente que se deixar levar por essa onda não vai conseguir dirigir seu clube. No Brasil de hoje existe um radicalismo, onde se você é A não pode gostar do B, e vice-versa. Um ódio desproporcional. Gente mesquinha, mal resolvida, mal amada, frustrada profissionalmente, e, em alguns casos, bandidos mesmo. Um cara que usa palavras de baixo calão para agredir as pessoas nas redes sociais é um bandido, e merece cadeia.

Por isso o futebol brasileiro está na lama, e cada vez mais infestado por gente despreparada, que usa uma rede social para comentar sobre o time que ama, de forma odiosa. Como meu compromisso é com o Estado de Minas e meus canais de Youtube Blog, simplesmente bloqueio os bandidos, e, quando há exagero, encaminho o post para um delegado, amigo meu. O Brasil virou o país do ódio, das fake news, da mentira.

Vamos ver quanto tempo vai durar esse amor de 49 minutos, entre a torcida fanática e Hulk. Com certeza até o próximo jogo, se ele não for bem, como não tinha ido até a partida contra o América de Cáli. O Atlético continua sem jogar bem, levou sufoco no fim da partida, mas venceu, e é isso o que importa para os torcedores. Talvez seja melhor mascarar uma realidade, que poderá vir à tona com uma eliminação precoce, do que reconhecer o time mediano que Cuca tem em mãos. E milagre, não é com ele. Ele é técnico, não mandingueiro.

Semana que vem tem mais Galo na Libertadores, em outra decisão, contra o Cerro Portenho. Tomara que Hulk consiga repetir o feito. Lembro das 13 péssimas partidas de Keno, até engrenar. Já este ano, ele voltou ao normal, com jogos pífios. O futebol é assim. Altos e baixos. Cabe ao torcedor, mais racional, enxergar isso. Os passionais e doentes, esses não têm jeito mesmo. 

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