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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

A zaga pode tirar o Atlético da Libertadores

"Será que na base do Galo não há um zagueiro de qualidade? Se houver, seria o caso de testá-lo no Mineiro, para que ganhe experiência"


06/04/2021 14:07 - atualizado 06/04/2021 14:21

Cuca tem muitas opções para o meio-campo, mas poucas para a defesa(foto: Pedro Souza/Atlético)
Cuca tem muitas opções para o meio-campo, mas poucas para a defesa (foto: Pedro Souza/Atlético)

O Atlético tem uma zaga ruim, péssimos laterais-direitos, mas aposta na contratação de Tchê Tchê para o meio-campo, um setor onde sobram jogadores das mais variadas características. É um pedido do técnico, Cuca. Na direita, ele tem apostado no veterano Mariano, que se pegar um ponta veloz e habilidoso vai tomar um baile. Guga está na espera, mas já mostrou ser fraquíssimo para vestir a camisa alvinegra. Marca mal e apoia pior ainda. Há um jovem de nome Thalisson, das divisões de base, de quem ouvi falar muito bem. Por que Cuca não o aproveita no Campeonato Mineiro?

O Galo tem o objetivo de ganhar a Libertadores, conquistando o bicampeonato, mas não está se preocupando com o setor que poderá tira-lo da competição: a zaga. Já citei que Réver tem ótimos serviços prestados e títulos conquistados. Só que de 2013 pra cá são oito anos. A idade chega e pesa. Ígor Rabelo, de excelente estatura, é fraquíssimo, lento e se posiciona mal. Gabriel seria ótimo volante, pois ainda não percebeu que como zagueiro não dá. Júnior Alonso, chamado de xerife, é uma peneira nas bolas aéreas e deverá ser convocado para a Seleção Paraguaia, nas Eliminatórias, desfalcando o Galo em vários jogos. Portanto, é preciso que o Atlético vá ao mercado e contrate dois zagueiros experientes para suportar a disputa da principal competição sul-americana.

 

Será que na base do Galo não há um zagueiro de qualidade? Se houver, seria o caso de testá-lo no Mineiro, para que ganhe experiência. Claro que jogar uma Libertadores com um jovem é temeroso. Porém, parto da premissa de que quando o cara é bom, desde novo assume a camisa de titular e dá conta do recado. Vejo o Galo se movimentando no mercado, falando em Willian Bigode. Conversei com o empresário dele, que me disse que não há chance de ele vestir a camisa alvinegra. Será? Acho que o Galo tem Tardelli, Keno e Hulk que fazem a mesma função de Willian. Portanto, seria uma contratação desnecessária. Insisto no tema: o Atlético tem que buscar zagueiros experientes. Libertadores se ganha assim.

E, para fechar, deveria ter contratado o lateral-direito Rafinha. Mesmo veterano, tem experiência e títulos internacionais, e mostra um vigor físico que muitos jovens não têm, além, é claro, da qualidade. O Grêmio, que tem a melhor dupla de zaga do Brasil, Jeromel e Kannemann, tem agora o melhor lateral-direito do futebol brasileiro, mesmo aos 35 anos. Está apostando em experiência para ganhar sua quarta Libertadores.

 

Cruzeiro

No clássico de domingo, contra o Atlético, pelo Campeonato Mineiro, não tenho o menor constrangimento em apostar todas as minhas fichas no Galo. É mais time, tem mais grupo, mais técnico e mais confiança, atualmente. São duas instituições gigantes, mas, no momento, o time azul é mais fraco. Porém, o futebol é o único esporte coletivo em que o mais fraco pode ganhar do mais forte. Entretanto, a diferença é tão gritante, que eu não duvidaria de uma goleada alvinegra.

 

Com relação a dizer quem é rival de quem, o Cruzeiro pode se gabar de ter 4 Brasileiros, 6 Copas do Brasil e 2 Libertadores. Nesse caso, rivaliza com Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Santos e Internacional, times que têm muitas taças em suas galerias. Contra fatos não há argumento. Vale lembrar que o planejamento do presidente Sérgio Coelho é transformar o Atlético em clube vencedor e campeão. Isso, porém, demanda décadas, talvez séculos, torcendo, é claro, para que os clubes citados parem de ganhar títulos para o Galo encostar. A matemática não é tão simples assim. 

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