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Estado de Minas coluna do jaeci

Com zaga fraca, Atlético precisa de reforços pra já

Galo não tem zagueiros confiáveis para a disputa de uma Libertadores. E Cuca tem conhecimento desse grave problema defensivo


03/04/2021 04:00 - atualizado 03/04/2021 07:32

Derrota para a Caldense foi só a confirmação de que o sistema defensivo atleticano é o ponto baixo do time(foto: PEDRO SOUZA/ATLÉTICO)
Derrota para a Caldense foi só a confirmação de que o sistema defensivo atleticano é o ponto baixo do time (foto: PEDRO SOUZA/ATLÉTICO)

O Atlético tem a pior defesa entre os grandes times do Brasil. Normalmente, a coisa estoura lá atrás, mas os problemas podem ser do meio-campo ou dos atacantes, que se negam a fechar os espaços do campo. No caso do alvinegro, é problema de qualidade mesmo dos defensores.

Réver tem belos serviços prestados e taças. Porém, a idade chega para todos e, aos 35 anos, não tem mais velocidade para acompanhar os velozes atacantes. Gabriel seria um bom volante, pois na zaga já provou que não tem condições. Igor Rabello, que tem bela estatura, é o pior deles. Fraquíssimo sob todos os aspectos.

E Junior Alonso, que é bom pelo chão, no alto é um terror. É outro que se daria melhor como volante. Diante disso, há uma constatação: O Atlético não tem zagueiros confiáveis para a disputa de uma Libertadores, por exemplo. E Cuca deve saber disso, pois quando aceitou dirigir o clube deve ter feito uma análise detalhada do que estava encontrando.

Não é pela derrota para a Caldense que tudo vai estar errado. O resultado é o que menos me importa no Campeonato Mineiro. Porém, o time esteve abaixo da crítica. Nacho Fernández, que brilhou em sua estreia, dessa vez esteve apagado, bem marcado, embora tenha se movimentado por todos os setores do campo. Hulk ainda não encontrou seu espaço.

Está perdido, sem saber o posicionamento que deve ter. Falta um jogador veloz para atuar com ele. Keno só tem aquela jogada manjada, pela esquerda. Quando o adversário põe um homem na sobra, nada consegue. Vargas eu prefiro não comentar. Jogador caríssimo e medíocre. Sacha é reserva, e Marrony, o melhor de todos, não está achando seu espaço. Dessa forma, fica difícil.

Se o Galo quiser pensar em taças, tem de entender que seu time é mediano. Basta olhar os nomes citados e vocês entenderão isso. Escrevo desde o ano passado, mas há torcedor e até dirigente que acha que o time é a oitava maravilha do mundo. Não é. É limitado e mediano. Claro que Nacho Fernández deverá fazer a diferença, pois jogava muita bola no River Plate. Hulk, que sempre foi artilheiro em clubes, também vai encaixar. Tardelli é o cara para brilhar nesse ataque.

Cuca deve fazer como o técnico do Flamengo faz. Do meio para a frente, deixar os jogadores livres para criarem e se movimentarem, sem posicionamento definido. É assim que Arrascaeta, Bruno Henrique, Everton Ribeiro e Gabigol jogam. Mudam de posição a todo o momento, e se “multiplicam” em campo. Nacho, Tardelli, Hulk, Keno e Marrony podem fazer a mesma coisa, desde que o treinador lhes dê liberdade.

Futebol é simples: há horas em que o treinador deve falar o menos possível e deixar os protagonistas resolverem. O Galo precisa também de um volante que saiba marcar e chegar à frente, com qualidade. Volante para tomar a bola e dar passes para o lado não serve mais.

Jair tem qualidade técnica, mas é fraco para a função. Só dá passes de meio metro. Zaracho ainda não me convenceu. Falta um volante alto, que jogue de cabeça em pé, chegue ao ataque e chute em gol.

Portanto, meus amigos, esse Galo cantado em verso e prosa, que, segundo dizem, vale R$ 600 milhões, não existe. Tem, sim, alguns bons jogadores, mas a maioria é mediana e precisa evoluir se o Galo quiser pensar em taças. E o primeiro passo é arrumar dois belos zagueiros. Caso contrário, esqueçam!

Cruzeiro


Um clube perdido, buscando jogadores medíocres, que não o levarão de volta à elite. Uma diretoria que fala muito e produz pouco. Um time combalido, que já entra em campo derrotado pela instabilidade emocional.

Qualquer time do Brasil encara o Cruzeiro de igual para igual, e não teme nem o Mineirão. Se há dificuldades para encarar adversários fracos do Campeonato Mineiro, como o Cruzeiro vai encarar os oponentes da Série B? Sinceramente, não vejo essa possibilidade.

Já dei aqui algumas sugestões. Uma delas, buscar nos grandes clubes coirmãos jogadores reservas, mas de Série A, que possam agregar ao grupo atual. Que o Cruzeiro arranje um mecanismo para pagar os salários em dia e poder subir. A cota na Série B é absurdamente ridícula, e não dá para contratar jogadores de nível.

Portanto, é investir em qualidade, buscar recursos e montar um time confiável. Com esse que aí está, nem Guardiola conseguirá fazer milagre. O Cruzeiro está fadado a permanecer na Série B por longas temporadas. A não ser que vire a chave e pense grande, como ele é e sempre será.

Níver

Hoje é aniversário do nosso irmão Josemar Gimenez, um craque no que faz, homem que levantou a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, a maior audiência do rádio brasileiro em nível nacional. Josemar comandou as redações do Estado de Minas e Correio Braziliense por muitos anos e hoje preside a Tupi, rádio da qual faço parte da equipe de esportes. Meu irmão: saúde, mais sucesso e mais conquistas. Que Santa Rita, sua protetora, e Deus possam te guiar com vida longa. Parabéns e muitas felicidades. Obrigado pela amizade e parceria de mais de duas décadas.


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