Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas JAECI CARVALHO

Na teoria, Galo é favorito em seu grupo na Copa Libertadores

Por seu poderio econômico e pela força do grupo de jogadores, Atlético tem a obrigação de se classificar à próxima fase


18/04/2021 04:00 - atualizado 18/04/2021 10:40

O alvinegro, que disputou sua última Libertadores em 2019, estreia na quarta contra o venezuelano La Guaira(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 23/4/19)
O alvinegro, que disputou sua última Libertadores em 2019, estreia na quarta contra o venezuelano La Guaira (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 23/4/19)
O Galo estreia na Copa Libertadores na quarta-feira, na Venezuela, contra o Deportivo La Guaira. Se eu disser que conheço esse time, estarei mentindo. Não sei absolutamente nada sobre ele, como também não devem saber Cuca e seus comandados. Independentemente de quem seja, não será fácil vencer na Venezuela. O futebol está tão nivelado por baixo, que qualquer equipe mais organizada tem condições de triunfar. Na Venezuela, o primeiro esporte é o beisebol. O segundo, o ciclismo. O terceiro, o boxe, e o quarto, o futebol. No passado, seria inimaginável ver uma equipe brasileira perder para uma venezuelana. Porém, eu vi a Seleção Brasileira, do Dunga, em 2008. Eu estava lá no Gillete Stadium e presenciei isso. De lá para cá, nada mais me surpreende.

Sabemos que a Venezuela vive uma crise interna sem precedentes. Recessão, inflação, ditadura e tudo de pior que um povo pode sofrer. Acho até temeroso uma delegação brasileira desembarcar naquele país. Mas a Conmebol não se importa com isso. Quer realizar os jogos a qualquer preço. Deveria haver uma sanção para países que têm na ditadura sua forma de governo. Por exemplo: clubes desses países não deveriam disputar nenhuma competição. Que o povo venezuelano possa vencer esse ditador Maduro, e que a democracia prevaleça.

Voltando ao Atlético, vi muita gente soltar foguete pelos adversários do grupo. Eu escrevi que ele caiu numa chave relativamente fácil. Vejam bem: relativamente. Cerro Porteño e América de Cáli não são galinhas mortas e podem aprontar. Como o Galo tem esse jogo fora, que, teoricamente, deve vencer, precisaria vencer também seus dois próximos jogos, no Mineirão, contra os adversários citados, para fazer 9 pontos nos três primeiros jogos e praticamente se garantir na próxima fase. Levando em conta que deverá derrotar o Deportivo La Guaira no jogo de volta, ficaria, na pior das hipóteses, com 12 pontos. Isso tudo no campo da teoria, pois a coisa pode não funcionar assim.
Cerro Porteño e América de Cáli são adversários tradicionais e podem, sim, lutar pela classificação.

Cabe ao Atlético impor seu poderio econômico e a quantidade de jogadores que tem. Para mim, a maioria mediana, mas, ainda assim, deve ser mais forte que os concorrentes. Eu escalaria o time com Rafael, Tchê Tchê, Réver, Alonso e Arana, Jair, Zaracho e Nacho, Hulk, Tardelli e Keno. Porém, acho que Tardelli não terá condições de jogo. Nesse caso, Cuca deve escalar Marrony, uma das melhores contratações. Por que escalei Tchê Tchê na lateral direita? Porque acho que Cuca o contratou para isso. No meio ele é bem comum, mas na lateral pode ser melhor que Mariano e Guga, dois jogadores absolutamente ruins. E Tchê Tchê jogou inúmeras partidas como lateral-direito.

A verdade é uma só: o Galo gastou R$ 300 milhões em contratações pífias. Hyoran, Nathan, Mariano, Bueno, Guga, Sasha, Vargas e tantos outros que realmente não estão à altura da camisa alvinegra. Será difícil se desfazer deles. Cuca tem essa herança maldita deixada por Sampaoli. O Galo tem um grupo numeroso, mas não talentoso, como imaginam alguns. Como o futebol brasileiro é nivelado por baixo, dá para o gasto. Espero que o Atlético consiga uma grande vitória na Venezuela e comece sua arrancada para o bicampeonato com o pé direito. Com esse gasto de R$ 300 milhões e uma gestão séria como é a de Sérgio Coelho, o torcedor espera comemorar um título importante nesta temporada, que não seja o Mineiro. Copa Libertadores, do Brasil ou Brasileirão. Qualquer taça dessas será motivo de orgulho para os apaixonados atleticanos. Resta saber se esse é o pensamento do técnico e jogadores. Vocês acreditam em conquistas?

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade