Verão: os sinais de alerta em acidentes na prática de atividades físicas
Com o aumento do lazer ao ar livre nesta época do ano, especialista comenta sobre quando se deve buscar o pronto atendimento em acidentes
compartilhe
SIGA
A chegada do verão, combinada com o período de férias escolares, traz uma mudança na rotina das pessoas. O aumento das atividades ao ar livre, viagens para a praia ou o campo e a prática esporádica de esportes podem trazer riscos, como quedas e traumas.
Segundo Marcos Laube, coordenador de ortopedia do Hospital Orizonti, esse aumento da prática de atividades físicas é positivo, mas faz um alerta sobre a falta de preparo físico ou o descuido com terrenos irregulares. "Nesta época, as pessoas tendem a se expor mais ao risco. É importante ficar atento ao realizar uma atividade intensa ou em locais onde não se está acostumado, o que facilita torções e traumas", explica o especialista.
Leia Mais
Em casos de acidentes, a automedicação, tratamentos inadequados e a espera excessiva em casa podem agravar quadros que necessitam de intervenção rápida.
Entre os sinais destacados pelo ortopedista que indicam a necessidade de procurar o pronto atendimento imediatamente estão:
• Caso haja deformidade evidente, com um membro em uma posição não natural
• Incapacidade de pisar no chão, apoiar o peso ou mover a articulação atingida
• Um inchaço que aparece minutos após o trauma sugere sangramento interno na articulação
• Quando a dor é muito intensa e não cede com repouso e gelo
Antes de chegar ao hospital, a conduta correta pode ajudar no prognóstico. O médico recomenda a aplicação imediata de gelo, protegendo a pele do contato direto, para diminuir o inchaço e a dor, além de manter o membro elevado e imobilizado, se possível.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
"A recomendação é não manusear o membro por conta própria ou massagear a região do trauma. Isso pode transformar uma lesão simples em um problema mais complexo ou lesionar vasos e nervos importantes. O ideal é imobilizar o membro e procurar um especialista", orienta Marcos Laube.