A confirmação de Alckmin e a estratégia do PSB de atrair nomes de peso para a eleição

Anúncio de repetição da chapa de Lula garante papel de destaque do partido, reforçado por Simone Tebet e Rodrigo Pacheco, nas urnas em outubro

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Na última reunião ministerial antes da pré-campanha, realizada nesta terça-feira, 31, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu o principal pleito do PSB na aliança nacional com o PT, que era manter o vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa que vai disputar a reeleição ao Planalto. A confirmação da dobradinha nas urnas reafirma o alinhamento da sigla socialista à coalizão governista e aumenta o poder de atração de nomes de peso para disputar as eleições de 2026.

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Nesta “janela” partidária, o PSB abriu as portas para políticos com bom potencial de votos que queiram concorrer em outubro do lado do governo, mas não estejam confortáveis em suas legendas nem queiram se filiar ao PT. Essa estratégia foi bem-sucedida, pelo menos em parte, e permitiu a filiação de personagens de destaque, como a ministra Simone Tebet (Planejamento) e o senador Rodrigo Pacheco, de saída do PSD. No Distrito Federal, o ex-governador Cristovam Buarque deixou o Cidadania para se candidatar a deputado federal pelo PSB.

A estratégia de atrair nomes relevantes para a aliança com o PT teve como marco principal a chegada de Alckmin, em 2021, ao deixar o PSDB para compor a chapa com Lula no ano seguinte. Agora, políticos do partido aguardam o fim desta semana que fecha a ‘janela’ para contabilizar o resultado da campanha em busca de quadros para reforçar a bancada federal e participar das chapas estaduais. Junto com Pacheco, por exemplo, chegam ao PSB um grupo de ex-prefeitos e ex-deputados federais que pretendem se candidatar a deputado federal.

Na noite desta segunda-feira, 30, mesmo sem oficializar sua ida para a legenda, o senador encaminhou a entrada no partido do ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, que jantou na casa do senador, em Brasília, junto com prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB). Ele saiu do encontro decidido a deixar o Ministério Público e, nesta terça-feira, anunciou a filiação à legenda.

No Ceará
Presidido pelo prefeito de Recife, João Campos, pré-candidato a governador, o partido também se reforça no Nordeste. No Ceará, o PSB é destino dos políticos em revoada do PDT pelas mãos do senador Cid Gomes. Pelo menos 5 deputados federais e 11 estaduais devem seguir esse movimento. Os deputados Idilvan Alencar, Robério Monteiro e Leônidas Cristino, que foi ministro da Secretaria de Portos no governo Dilma Rousseff, formalizaram a filiação ao PSB. O partido também espera a chegada do deputado licenciado Eduardo Bismarck, que já anunciou sua saída do PDT.

Apesar de a maioria das filiações ter afinidade com palanques que servirão à campanha à reeleição de Lula, em alguns estados essa equação ainda está indefinida. Um exemplo é o Paraná, onde o presidente do partido, Luciano Ducci, resiste a levar apoio à candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo e que terá a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) como candidata ao Senado na chapa. Nos bastidores, Ducci se aproxima do Republicanos.

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No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande saiu do governo para disputar uma vaga ao Senado e apoiará a candidatura à reeleição do Ricardo Ferraço (MDB), que foi seu vice, ao governo, adversário do deputado Helder Salomão, pré-candidato do PT.

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