Eleito com mais de 3 milhões de votos, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ampliou a votação obtida nas eleições de 2022, quando recebeu 1,47 milhão de votos aos 26 anos. Ao comentar a vitória, Nikolas respondeu a uma provocação feita pela primeira-dama Janja da Silva durante a campanha. Em um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Janja chamou o deputado de “piá de bosta” e de mentiroso.

Em seu discurso após a apuração, Nikolas retomou a expressão usada pela primeira-dama e afirmou: “Nunca subestime o piá”.


“E eu tenho um recado para você: nunca subestime o piá. Sabe por quê? Porque enquanto você me ataca, a minha Bíblia é para poder orar pelos meus amigos. E vocês são os meus inimigos e eu oro para vocês porque, no fim das contas, eu espero que vocês encontrem Cristo assim como eu”, afirmou.

Aos 30 anos, Nikolas chegou à Câmara dos Deputados nas eleições de 2022 e, naquela ocasião, tornou-se o deputado federal mais votado da história de Minas Gerais. Agora, quatro anos depois, ampliou a votação e voltou a se destacar como o principal puxador de votos do PL no estado.

Ao lado de milhares de apoiadores, o deputado acompanhou a apuração, fez ligações para senadores, governadores e outros eleitos e conversou com o público. Durante o discurso, agradeceu à família e aos eleitores mineiros e destacou o desempenho do partido.

“Eu não tenho dúvidas que os nossos resultados foram impressionantes, não somente no âmbito da minha votação. Nós temos a maior bancada federal de Minas Gerais. Fizemos também a maior bancada estadual de Minas Gerais”, afirmou.

Nikolas disse ainda que, dos nove candidatos a deputado estadual que apoiou, sete estavam eleitos até aquele momento. Segundo ele, a atuação durante os 49 dias de campanha foi direcionada não apenas à própria candidatura, mas também à eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.

“Aquilo que eu fiz aqui é uma prova que eu não fiz somente para mim. Eu dediquei os 49 dias não somente na rua, mas também nas redes sociais, para poder fazer com que Flávio fosse campeão aqui em Minas”, disse.


Segundo turno


Ao falar sobre a segunda etapa da eleição, o deputado firmou que pretende manter a estratégia de mobilização nas ruas e nas redes sociais, com viagens pelo país e foco especialmente no eleitorado jovem.

“Em segundo turno, eu não preciso fazer muito do que até então a gente fez diferente. É claro que eu tenho umas ideias, óbvio. Eu sou criativo, mas pelo visto incomoda bastante. Enquanto eles falam mentiras contra nós, tudo que eu tenho para poder atacar eles é propriedade.”

Segundo o deputado, uma das possibilidades é concentrar esforços em estados e cidades onde Lula teve vantagem no primeiro turno. “Possivelmente iremos nos estados que têm mais quantidade de votos de Lula para tentar chamar as pessoas para irem votar nos locais onde, obviamente, Lula ganhou, para tentar fazer uma virada de voto.”

Nikolas também afirmou acreditar na vitória de Flávio Bolsonaro. “Então, pelo que eu estou vendo, o Flávio já vai acabar o primeiro turno na frente. Historicamente, quem acaba no primeiro turno na frente vira presidente da República. Então, hoje a gente já pode falar: graças a Deus, já demos um passo muito grande para poder subir a rampa do Planalto.”

Nikolas também comentou a eleição de Cleitinho (Republicanos) e afirmou esperar que o governador eleito passe a apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno. “Acredito que agora ele vai sim vestir a camisa. O Cleitinho foi apoiado pelo presidente Bolsonaro, por mim, por vários outros aqui de Minas Gerais, teve uma votação histórica. Acredito que é importantíssimo ter tirado o palanque do PT aqui do governo no segundo turno e isso, com certeza, foi um golpe fatal na campanha [de Lula].”

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Ao final do discurso, o deputado gradeceu à família e aos eleitores mineiros. “Agradecer ao povo de Minas, que compreendeu a importância de eu ser uma voz forte. Quando eu precisei usar a força que Minas me deu, eu sempre usei, fiz com que a voz deles fosse ouvida, mesmo sofrendo ataques, mesmo sofrendo perseguições, mesmo sofrendo falsas narrativas.”

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