ELEIÇÕES 2026

Flávio ou Lula? Astrologia aponta vitória apertada no dia das eleições

Os astrólogos Bruno Gotardo e Wilson Goularte analisam os mapas dos dois candidatos; saiba quem eles apontam com mais chance de vencer em 25 de outubro 

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O segundo turno da disputa pela Presidência da República acontece no próximo domingo (25/10). O resultado das urnas promete ser acirrado, com pesquisas que mostram uma diferença pequena entre os candidatos, na intenção de votos. Diante deste cenário, o que os astros reservam para 25 de outubro? 

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O Estado de Minas conversou com os astrólogos Bruno Gotardo e Wilson Goularte que analisaram o mapa astral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o clima astrológico do dia do segundo turno, além do mapa do ingresso do Sol em Áries, que marca o início do ano astrológico de 2026 e vai até março do próximo ano. 

Os astrólogos apontam um favoritismo do atual presidente, embora destaquem que Lula terá mais obstáculos para alcançar a vitória. Eles apontam ainda um enfraquecimento da figura presidencial, diante de um Poder Legislativo mais fortalecido. Porém, qualquer dos candidatos que seja eleito, terá desafios para governar, acreditam os astrólogos. 

Assim como em 2022, antes de começar a análise dos mapas, Bruno Gotardo lembra que a astrologia é uma linguagem e que, embora seja comum as pessoas dizerem, não é o posicionamento dos planetas que causam os acontecimentos.

"Eles só estão mostrando, cabe a nós interpretar. Um reflete o outro. Acho muito simplista tentarmos explicar o mundo por meio da astrologia. Na verdade, a astrologia é uma linguagem e cabe a nós decifrá-la, mas sem cair na pretensão de achar que tudo deriva da astrologia. Ela só reflete a realidade", pontua. 

Wilson Goularte concorda e ressalta: "O que a gente consegue prever com clareza é uma disputa extremamente acirrada. Mas qual é o sentido de escolher se já está tudo definido? Não é assim que funciona. Tem uma escolha a ser feita. Não está escrito quem vai ganhar", afirma. Para ele, os brasileiros precisam escolher que caminho querem seguir. 


Mapa do ingresso do Sol em Áries

O astrólogo Wilson Goularte destaca que o mapa do ingresso do Sol em Áries é o mais significativo do contexto atual. "Ele indica uma tendência da permanência dos governos de situação, com um favorecimento à situação continuar no poder, que seria a reeleição do presidente Lula. O que é confirmado pelos mapas dos candidatos, mas não sem fortes obstáculos", observa. 

Os dois astrólogos acreditam em um favoritismo do atual presidente, porém apontam que Lula teria muitos obstáculos para alcançar a vitória. Entre os percalços, eles citam interferência externa e problemas com o Poder Judiciário. "Enquanto o Flávio tem menos chances, de acordo com os mapas, mas tem menos obstáculos", aponta Goularte. 

Ele ressalta que, apesar do mapa do ingresso do Sol em Áries indicar a tendência de permanência do governo, mostra também um enfraquecimento da figura do presidente, com um Poder Legislativo mais forte. "Inicialmente, o mapa até dava uma ideia de um Congresso um pouco menos conservador, o que não se concretizou (após o primeiro turno), por uma outra coisa que esse mapa apresenta: um Congresso mais religioso", analisa.

O mesmo mapa aponta ainda para interferência nas redes sociais e questões envolvendo o Poder Judiciário, segundo Goularte. Em relação ao enfraquecimento da figura presidencial, essa é uma tendência que vem se confirmando ao longo do ano, não só no período eleitoral. "É um enfraquecimento das lideranças, de modo geral."

Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, o astrólogo acredita em uma atuação mais insegura e sem tanto direcionamento do filho mais velho de Bolsonaro. "Procurando agradar mais as bases e cumprir os acordos de quem deu apoio a ele. Mas é uma coisa que também se manifesta caso Lula seja eleito."

Analisando os mapas dos candidatos

Bruno Gotardo lembra que os trânsitos astrológicos de Lula são parecidos com os de 2022. "Lá, o Sol estava em conjunção com Vênus (pequeno benéfico), que está associado a sentimentos como alegria, felicidade e comemoração. Ao olhar para o mapa dele, vejo que, de alguma forma, ele vai se sentir feliz. Mas podem acontecer dois cenários: uma felicidade pela vitória e pela virada ou uma demonstração de força, ainda que sem a vitória", pontua. O astrólogo diz que não é possível saber qual dos dois cenários é o mais provável. 

"Em 2022, Vênus estava direto em Escorpião e neste ano vai estar retrógrado em Libra. Goularte destaca que, mais uma vez, a tendência é de que a eleição seja decidida pelo voto feminino. A decisão deve ser por uma pequena margem entre os candidatos", acredita. 

Gotardo aponta ainda que o regente do meio do céu de Lula, no dia do segundo turno, vai estar próximo do pequeno benéfico, Vênus. "Também temos Júpiter próximo do meio do céu. Marte em cima do Plutão, que dão poder e força. São trânsitos favoráveis."

No mapa de Flávio, ele destaca Júpiter em trígono com o ascendente. "Ele sai fortalecido da disputa eleitoral, mas precisa tomar cuidado porque os próximos anos serão desafiadores. Não sendo eleito, o roteiro é parecido com o do pai e do irmão, de deixar o país. Sendo eleito, vai virar alvo", completa. 


Mapa do dia da eleição

No dia 25, data do segundo turno, o Sol estará no signo de Escorpião, Saturno segue em Áries, o meio do céu em Leão e fundo do céu em Aquário. “Temos Júpiter se aplicando ao meio do céu, um aspecto favorável para o Lula. Mas é uma eleição que se o Flávio não ganhar, por exemplo, ele sairá fortalecido”, ressalta Gotardo. 

A Lua vai estar no signo de Áries, o que pode refletir uma população mobilizada pela raiva. “É gente votando com ação, energia. Isso de ambos os lados”, completa. 

No momento da apuração, a Lua muda de signo para Touro. “Em quadratura com Plutão pode haver reclamação de ambos os lados. Temos um roteiro meio parecido com o de 2022.” O astrólogo não descarta que Flávio possa deixar o país, assim como o pai, quando foi derrotado por Lula. “Ele pode tentar buscar apoio fora para contestar às eleições. No caso de Lula perder, vejo uma tendência de aceitar bem melhor, para não desestabilizar o Brasil”, afirma Goularte. 

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O mapa de Lula mostra ainda questões desafiadoras para a saúde a partir de 2027, se intensificando em 2028. “Ele vai enfrentar questões de saúde e popularidade severas em 28. Mas não é nada insuperável”, conclui. 

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