Flávio Bolsonaro e o caso Ana Clara disparam nas buscas após debate
Entenda por que a atuação de Flávio Bolsonaro como advogado no caso do policial que matou a menina mobilizou a internet e ultrapassou um milhão de buscas na web
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A pesquisa "Flávio Bolsonaro caso Ana Clara" ultrapassou 1 milhão de buscas no Google Trends após o debate presidencial da Band, nesse domingo (18/10).
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O assunto ganhou repercussão depois que Lula cobrou explicações do adversário sobre a atuação de Flávio como advogado de um policial acusado de assassinato. Uma mobilização liderada pelo deputado André Janones (Rede-MG) nas redes sociais também estimulou as buscas pelos termos.
Atuação na defesa do policial
Em 2024, Flávio assinou um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) na condição de defensor do cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou o agente pela morte de Ana Clara Machado, de 5 anos, baleada por disparo de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói.
De acordo com a denúncia, o policial atirou em direção à área residencial "com vontade livre e consciente, assumindo o risco de matar", e continuou a disparar mesmo após pedestres gritarem "é morador". A perícia recolheu estojos compatíveis com a arma do militar e descartou marcas na viatura, contrariando a versão de confronto. O STJ rejeitou o pedido apresentado por Flávio para anular o julgamento no tribunal do júri.
A atriz Camila Pitanga abordou o processo no episódio "O julgamento que nunca aconteceu", da série "Revelando", do ICL. A obra destaca que a entrada do parlamentar na defesa coincidiu com a suspensão do processo, que ainda aguarda definição sob relatoria do ministro Ribeiro Dantas, da Quinta Turma.
Flávio também atuou na defesa de outros quatro policiais acusados por mortes no Morro do Vidigal.
Registros e relações políticas
As pesquisas na internet também abordaram as relações do senador com milícias no Rio de Janeiro. Em 2005, Flávio entregou a Medalha Tiradentes, maior honraria da Alerj, a Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope preso por homicídio e apontado pelo Ministério Público como chefe do Escritório do Crime. Posteriormente, a mãe e a esposa de Adriano ocuparam cargos comissionados no gabinete parlamentar por indicação de Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar.
Em setembro, a revista "Piauí" revelou a destinação de R$ 199.999,79 em emenda parlamentar ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio. O pedido partiu de Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, ex-assessor condenado pelo Supremo Tribunal Federal no caso Marielle. A Polícia Federal apura repasses para a entidade, mas Flávio não figura como investigado e declarou que a emenda cumpriu critérios legais.
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Durante a campanha eleitoral de 2018, os policiais gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira integraram a segurança de Flávio antes de serem presos na Operação Quarto Elemento por extorsão e corrupção. Ambos eram irmãos de Valdenice de Oliveira Meliga, então assessora do político e tesoureira partidária.