O ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) disse que elaborou o seu plano de governo para que ele seja “um candidato de centro, sem candidato à Presidência da República” e que considera a indecisão dos mineiros sobre a eleição presidencial um indicativo de que chega ao segundo turno na disputa pelo Executivo estadual. A declaração foi feita durante sabatina dos jornais O Globo e Valor Econômico da Rádio CBN, realizada na manhã desta quinta-feira (24/9).
Na mesma entrevista, ele declarou que se arrependeu de ter abandonado o segundo mandato na Prefeitura de BH para concorrer ao governo estadual pela primeira vez, em 2022.
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Kalil comentou o levantamento espontâneo da pesquisa Atlas/Estadão divulgada na quarta-feira (23), que mostrou que, quando questionados sobre quem votariam para o governo mineiro sem que fossem mostradas opções, 62% dos entrevistados mineiros declararam estar indecisos.
“A própria pesquisa de ontem disse que 62% não sabem em quem vão votar, então o que vamos fazer? Nada. Nós traçamos um planejamento sério e com o objetivo de ser candidato de centro, sem candidato à Presidência da República”, declarou.
Segundo ele, o eleitor “pode votar em Lula (PT) ou em Flávio [Bolsonaro] (PL)”, porque o que ele quer “é aproximar o governador do povo”.
“O que eu quero dizer para a população de Belo Horizonte é para não deixar nenhuma pesquisa interferir no seu voto, porque, se temos 62% de indecisos, temos a convicção de chegar ao segundo turno. Não me interessa se vai ser Bolsonaro ou Lula”, afirmou o candidato.
Kalil defendeu o seu afastamento da campanha dos dois principais concorrentes à Presidência. Na última semana, durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e TV Alterosa, ele afirmou que não pretende declarar apoio aos candidatos do PT ou PL. Disse que manterá a posição, inclusive em um eventual segundo turno e defendeu que o próximo governador mineiro precisará ter condições de dialogar com quem assumir o Palácio do Planalto.
Na última vez que concorreu ao governo de Minas Gerais, Kalil teve apoio de Lula, tendo inclusive afirmado que acreditava que o PT ajudaria em sua candidatura “por saber a força do Lula em Minas”. No entanto, na corrida atual, ele afirma que “tem respeito por Lula, como todo mundo deveria ter, porque ele é o presidente da República”, apesar de não haver apoio mútuo. Em Minas, o apoio de Lula é à candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT).
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A pesquisa estimulada Atlas/Estadão, que considera intenções de voto com apresentação dos candidatos aos entrevistados, mostra Kalil empatado tecnicamente em terceiro lugar, com 8,3%, ao lado do governador Mateus Simões (PSD), que conquistou 5,6%, e do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe (PL), que obteve 7,3%. Segundo o levantamento, a liderança é ocupada por Cleitinho, com 39,9%, seguido de Patrus, com 31%.
