Kalil sobre mineração: ‘Estão destruindo o Jequitinhonha’
Candidato criticou política de isenções fiscais e disse que exploração mineral no Vale repete modelo adotado em outras regiões de Minas
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O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) disse nesta quarta-feira (16/9) que “estão destruindo o Jequitinhonha” ao criticar a política de incentivos fiscais do estado e a exploração mineral na região. Durante sabatina promovida pelo Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, o ex-prefeito de Belo Horizonte ressaltou que pretende revisar os benefícios tributários caso seja eleito.
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A declaração ocorreu quando Kalil foi questionado sobre o argumento do governo Romeu Zema (Novo) de que as isenções fiscais contribuíram para atrair empresas e gerar empregos em Minas. O pedetista discordou e argumentou que os investimentos não foram distribuídos de maneira uniforme entre as regiões do estado.
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“Nós temos um índice de emprego igual ao Brasil inteiro. Não mudou nada. O índice de emprego no Brasil até está muito alto e aqui não sobressai sobre estado nenhum. Levaram uma cervejaria para Passos, está muito correto, o lugar está bacana e tal, que precisava. Qual planta levaram para Araçuaí, para o Vale do Jequitinhonha e para o Vale do Mucuri?", questionou.
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Na sequência, o candidato criticou a forma como a mineração é conduzida no Jequitinhonha. Para Kalil, a atividade representa uma oportunidade econômica para a região, mas estaria seguindo um modelo que, na avaliação dele, não se traduziu em desenvolvimento suficiente em outros municípios.
“Agora estão destruindo o Jequitinhonha. Porque tem a mineração que está lá, que é a esperança do povo do Vale do Jequitinhonha, mas está sendo tratada igual como o minério é tratado em Itabira. Acabaram com o minério de Itabira, Itabira está marchando no mesmo lugar há anos”, disse.
Questionado sobre como pretende rever os incentivos fiscais concedidos pelo estado, Kalil defendeu uma análise individual dos benefícios. O candidato reconheceu que determinadas isenções são importantes para a manutenção de empresas e empregos.
“É caso a caso. Nós temos isenções importantíssimas. Lá no Sul de Minas, nós temos empresas que dão realmente muitos empregos. E têm isenção”, declarou.
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O pedetista voltou a questionar, porém, o crescimento do volume de benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual. Durante a sabatina, ele ressaltou que as isenções teriam passado de R$ 4,9 bilhões para cerca de R$ 25 bilhões ao longo de oito anos. “Nós estamos caminhando para o abismo porque o estado está devendo”, afirmou.